Manhã.
Olho-o ali, deitado a meu lado, sereno, respirar forte.... sinto o seu cheiro.
A espuma desliza lentamente pela areia. Toca com amor as rochas percorrendo com paixão todos os seus recantos. Queria puder ser rocha para ele também me amar assim.
Fecho os olhos mais uma vez e sinto o seu toque. Toca-me com timidez procurando minha pele e sinto um arrepio de frio. Deitada sobre a areia macia fecho os olhos e oiço a sua canção de embalar, deixo-me adormecer ao seu lado.
Muitos são os seus amores, eu sou apenas uma passagem, um momento.
Regresso a ti e sinto toda a paixão de um amante que me faz perder na sensualidade dos sentidos...és um fascínio e uma perdição. Temo-te tanto, e amo-te tanto ...só consigo tocar te assim com essa timidez...
Regresso a mim, e volto à minha solidão...ao meu silêncio...mas parto feliz, porque hoje vi-te, ouvi-te, toquei-te, senti o teu cheiro e fui eu.
1 comentário:
Esta vontade de descrever o mar como um amante é estranha...fascina-nos tanto e ao mesmo tempo tememos a sua grandeza, o seu poder. Não o podemos controlar, mas sentimos uma atracção enorme pelos seu mistérios.
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