A coragem nunca foi uma das minhas qualidades. Sempre recuei perante as adversidades e sempre tentei ter um testa de ferro que me abrisse o caminho.
Neste momento o meu coraçao sente apenas uma leve dor, uma dor tão fina que me prende o braço ligeiramente.
Hoje andei uns quilometros. Busquei o silencio e encontrei as lágrimas a dor e procurei ser coerente com os meu sentimentos.
Tomei decisões que mudaram o resto dos meus dias.
Escolhi partir. Aqui deixo as minhas últimas palavras.
Se Deus nos deu o poder de escolher o que fazer com a vida, eu escolhi abondoná-la num qualquer canto, não num canto qualquer, mas num qualquer canto da terra onde escolhi passar os meus últimos dias.
Queria ficar na serra mais linda e aí terminar, mas não quero manchar aquela terra linda que de tão bela me fez emocionar e chorar. Apenas meu corpo inerte e frio ira terminar os seus dias ali. A minha alma vagueará pelo mundo até encontrar uma nova reencarnação.
Deixo as minhas últimas palavras para os amigos.
Tantos momentos bons, tantas pessoas boas encontrei e a todos agradeço.
Não tenho palavras que possa dizer...apenas consigo pedir desculpas por vos abandonar tão cedo, mas tenho que tomar mais uma das minhas decisões disparatadas. Não acerto em nada do que faço só nos amigos que escolhi. Mais uma asneira, mais uma desistência, mas principalmente a última asneira, a última desistência....
Vou despedir-me da minha serra, da minha querida mãe...ainda ouvi a sua voz á pouco e quase não aguentei.
Procuro o silêncio, as conversas banais e dou ouvidos moucos aos conselhos.
A minha lingua não consegue dizer palavras que me vêm do coraçao. da vontade ou da alma, apenas consegue dizer coisas que não compreendo.
Nada de lógicas...estou aprisonada por uma amarra que não sei de onde vêm.
Há horas que não consigo conter as lágrimas...
Sempre que penso em vocês ou na familia, em na minha serra linda, só me aptece chorar, não consigo conter esta tristeza, mas não consigo conter a tristeza maior de não acertar em nada do que faça, em nenhuma das minhas decisões e de tudo o que faço ser errado.
Tudo me enerva. E o que mais me enerva sou eu mesmo.
Um dia iremos voltar-nos a encontrar, mas agora acho que não faz mais sentido esta minha caminhada.
Decidi que o melhor para todos é mesmo partir.
Desculpem qualquer mal estar que tenha causado, não foi minha intensão. Nos últimos tempos distânciei-me porque não quero transmitir esta minha energia negativa, este mau estar que dou a toda a gente.
Quero que saibam que gosto muito de vocês e irei pensar sempre em vocês onde quer que esteja.
Que Deus me perdoe mas decidi partir.
Adeus meus amigos. Rezem por mim bem que vou precisar para a minha próxima vida.
Um abraço forte a todos.
2 comentários:
Entristece-me este adeus...
Não sei o que te diga...
Lamento que te afastes,
Sinto que estás tão longe.
Não sei porque te martirizas tanto e tanto.
Vou tentar respeitar a tua partida
E esperar pela tua chegada.
Boa viagem
Sílvia
A forma como escrevo deixa sempre no ar uma metafora.
Pela segunda vez na vida decidi morrer e ninguem percebeu.
Decidi pôr termo à vida de forma tão clara que parecia ser uma questao de tempo e de oportunidade.
Ninguém percebeu...
Eu fico cansada de mim, destas decisões que tomo e que nunca acabo por conseguir concretizar...
Dizem que à terceira é de vez...talvez um destes dias eu tenha coragem de realmente partir...
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