Dias de sol não nos dão um céu assim tão cheio de tons.
Amarelos, rosas, azuis, laranjas e violetas. Por entre as nuvens e os montes pintam-se no ceu cores lindas como que saidas de um quadro de Dali.
Os dias acabam-se e as horas escorregam pelos dedos da mão como a areia do mar.
Os trovões dos últimos dias fizeram despertar em mim medos.
Certezas ou incertezas, vontade ou apenas obrigação? Quando nos habituamos a pedestais não queremos sair deles, e quando tivermos de o fazer terá de ser para outro mais alto, pelo menos é assim que pensamos. Agora que desci de um pedestal onde estava confortavelmente sentada, arrependo-me do dia em que tomei uma inivitável decisão de me atirar de lá.
Iludi-me com a ideia de que dali so poderia ir para algo melhor. Se arrependimento matasse eu teria morrido no dia em que aceitei o meu mais novo trabalho. Eis o algo melhor. Sinto me apenas uma simples funcionária fabril e percebo que quando digo que estaria disposta a fazer qualquer coisa é pura ilusão. Quando tomamos decisões dificeis e batemos com a cabeça é apenas um sintoma de crescimento, de maturidade, mas por vezes é tão dificil.
Vou entardecendo na vida, ou apenas amadurecendo para a vida como o dia.
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