Uma agonia...um enjoo...uma vontade de deitar as entranhas para fora.
Revolvem-se dentro de mim as entranhas numa vontade louca de vomitar.
E um grito louco em tom de pergunta: Meu Deus, Meu Deus! Porque me abandonaste!
Martela-me todo o dia este brado louco! E logo a dor que se revolve dentro de mim....e um enjoo, um aperto na barriga e encolho-me na dor e aperto com força como se quisesse espremer a agonia.
Um enjoo disto, isto que se chama vida e uma raiva que se pudesse me atiraria agora já por esta varanda para acabar com esta agonia.
Um enjoo da vida da puta da vida em que estou que não há droga que alivie este enjoo.
Negra condição! Mas que condição! E o silêncio que me alivia a dor não me tira o enjoo.
E esta cólica mais uma vez...Ai! Aaaaaaaaai!
Contorço-me de dores agora num soluço, num pranto, num choro sem lágrimas. Atiro-me para o chão e debruço-me sobre a agonia.
Rebentam-se me as entranhas numa dor que me morde a alma. Cão danado este! Vai daqui cão danado! Larga-me! Deixa-me no meu lamento! Deixa-me! Por favor deixa-me!...
Deito-me e no chão frio e duro da sala e choro baixinho...
Até quando?
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