Há dias que esta melodia entrou na minha cabeça para não mais sair. Passo os dias cantando baixinho e trauteando a letra em soluços no desespero da alma.
É assim que me sinto, é assim que vou sentindo meus dias, a vida num vai e vem de tristeza e desespero...uma loucura sana ou insana que me embala como a melodia que me persegue.
O medo mora comigo, e mesmo que eu queira adormecer para a vida ele estará la presente como insónia que não me deixará dormi na paz...Ai essa paz! Essa paz que tanto procuro e que cada vez mais se afasta de mim.
Cada dia uma inquietação, uma desilusão, uma lágrima, um beco, um fim que é só o inico de uma dor, a dor que me adormenta o coração e me sossega a alma.
O medo mora comigo e dorme no mesmo catre que eu, nesse chão duro onde sossego o corpo.
Cada sobressalto é o medo, o medo de ver chegar a madrugada e com ela mais um dia de tormento no vazio.
Vem Medo! Vem! Vem deitar-te a meu lado! Amanhã é mais uma noite na escuridão do dia.
Quem dorme à noite comigo
É assim que me sinto, é assim que vou sentindo meus dias, a vida num vai e vem de tristeza e desespero...uma loucura sana ou insana que me embala como a melodia que me persegue.
O medo mora comigo, e mesmo que eu queira adormecer para a vida ele estará la presente como insónia que não me deixará dormi na paz...Ai essa paz! Essa paz que tanto procuro e que cada vez mais se afasta de mim.
Cada dia uma inquietação, uma desilusão, uma lágrima, um beco, um fim que é só o inico de uma dor, a dor que me adormenta o coração e me sossega a alma.
O medo mora comigo e dorme no mesmo catre que eu, nesse chão duro onde sossego o corpo.
Cada sobressalto é o medo, o medo de ver chegar a madrugada e com ela mais um dia de tormento no vazio.
Vem Medo! Vem! Vem deitar-te a meu lado! Amanhã é mais uma noite na escuridão do dia.
Quem dorme à noite comigo
É meu segredo,
Mas se insistirem, lhes digo,
O medo mora comigo,
Mas só o medo, mas só o medo
E cedo porque me embala
Num vai-vem de solidão,
É com silêncio que fala,
Com voz de móvel que estala
E nos perturba a razão
Gritar: quem pode salvar-me
Do que está dentro de mim
Gostava até de matar-me,
Mas eu sei que ele há-de esperar-me
Ao pé da ponte do fim.
Reinaldo Ferreira/ Alain Oulman
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