O exercício de ser feliz

Pontos que se unem e formam rectas. Pontos que se unem e nos levam ao infinito. Seguimos caminhos e damos um rumo na vida, damos o rumo que nos parece ser o melhor. Vamos errando e acertando, vamos tentando uma vez mais. Galgamos montanhas e atravessamos vales com a mesma emoção sem pensar em adversidades.
Construímos muralhas e derrubamos muros com a mesma energia e coragem de guerreiros.

Procuramos apenas a luz, essa luz que esperamos trazer a felicidade Procuramos no infinito da mente a luz.
Fechamos os olhos e vemos trevas, mas a mente ilumina-nos. Este exercício de ver a luz de olhos cerrados é interessante. O exercício de ser feliz é mais interessante ainda. É como outro desporto qualquer. Quando começamos a praticar custa sempre no início, depois fazemos por prazer, puro prazer de ser feliz. A felicidade é assim, temos de praticar para depois termos o prazer de ser felizes.
Ser feliz sempre, estar de bem com o universo é um exercício difícil no início, mas depois torna-se mais um jogo e é tão simples e nós estamos tão distantes da simplicidade com todas as nossas teorias. A nossa mente comanda tudo: quando o homem sonha o mundo pula e avança.

A felicidade é sonho, é desejo, é querer, apenas a nossa vontade a determina, determina-nos, (penso logo existo) nada mais pode ser controlado por nós, tudo o resto é condicionado. Se só podemos condicionar o que sentimos, porque teimamos em nos deixar levar por uma má vontade ou por maus sentimentos. Um mistério! Rendermo-nos a lado da dor e não ao lado do prazer. Estranho. Prazer na dor e não na felicidade, estranho para quem se diz inteligente.
Sinto mudanças no ar. Sinto que as consciências despertam para o lado da luz.

Gosto disso, gosto dessa mudança. Mudemo-nos para a luz e encontremos a felicidade.


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