Quando ontem á noite ouvi o disparate que aconteceu em Timor fiquei revoltada. Como Portuguesa custa-me ouvir estas insanidades mentais numa democracia jovem que por infortúnio está metida num covil de víboras: australianos e indonésios, dois povos que têm de tanto de cruel como de facínoras. Uns são provenientes de criminosos ingleses outros de piratas holandeses e tribos canibais.
Desculpem-me se ofendo alguém, mas é só a minha revolta a falar. Como é possível que continuem a chacinar um povo que, por ser tão pequeno, continua sem voz para se fazer ouvir. Não me digam que é entre eles, são as diferentes facções que não se dão? Uma ova é que é! São apenas interesses económicos a falar.
Revolta-me isto. Porque será que penas quando a sua voz se junta à do povo português é que eles são ouvidos e respeitados como seres humanos, ainda que os fulanos da comunidade internacional o façam só por fachada?
Um povo que continua na miséria mesmo de pois da independência, que contínua na pobreza quando com um pouco de honestidade, de lealdade, de solidariedade poderia salvar a situação. E mais incrível é que mesmo que vá um português e tente, vem sempre algum sacana australiano que dá volta á situação. Políticos corruptos, que deixaram à muito o seus ideais pela cor do dinheiro.
Deixem esse povo em paz. Deixem o povo falar, deixem o povo da montanha viver na sua paz, na paz da montanha, essa paz perturbada apenas pela chuva da monção que embala com seu cântico as horas.
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