Fecham-se portas. Vão se fechando e serrando as portas, as saidas do labirinto da vida. Fecham-se simplesmente sem se abrirem outras...
Onde vai levar me este caminho?
"Aqui, deposta enfim a minha imagem,/ Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,/ No interior das coisas canto nua./ Aqui livre sou eu - eco da lua/ E dos jardins, os gestos recebidos/ E o tumulto dos gestos pressentidos,/ Aqui sou eu em tudo quanto amei." Sophia de Mello Breyner
Desiste...
Pareço remar contra a maré. Sensação estranha...
Parece que o universo se virou contra mim e me disse: Desiste!
Dentro de mim talvez uma vontade apenas animal de sobrevivência, uma vontade inata que me diz não pares de lutar.
Não sei quem devo ouvir, se a voz que me manda lutar se o universo que me grita para parar.
Dilema de vida, lutar por ela ou apenas deixar me levar pela corrente... Não sei que fazer.
Não sei se devo acreditar nos profetas da desgraça que me anunciam devastação e sofrimento ou se devo sentir apenas a calma que vem dentro de mim e me diz tudo vai correr bem. Não sei...
Não consigo encontrar em lado nenhum quem me me traga paz para este dilema.
Não sei se posso ouvir a voz que me enche de vontade para lutar, não sei se ela é apenas a ilusão ou a alma a falar.
Quem em diz o que devo fazer? Já alguém passou por isto?
Quem devo ouvir? Quem devo seguir?
Parece que o universo se virou contra mim e me disse: Desiste!
Dentro de mim talvez uma vontade apenas animal de sobrevivência, uma vontade inata que me diz não pares de lutar.
Não sei quem devo ouvir, se a voz que me manda lutar se o universo que me grita para parar.
Dilema de vida, lutar por ela ou apenas deixar me levar pela corrente... Não sei que fazer.
Não sei se devo acreditar nos profetas da desgraça que me anunciam devastação e sofrimento ou se devo sentir apenas a calma que vem dentro de mim e me diz tudo vai correr bem. Não sei...
Não consigo encontrar em lado nenhum quem me me traga paz para este dilema.
Não sei se posso ouvir a voz que me enche de vontade para lutar, não sei se ela é apenas a ilusão ou a alma a falar.
Quem em diz o que devo fazer? Já alguém passou por isto?
Quem devo ouvir? Quem devo seguir?
Meus Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?
Hoje estou devastada. O mundo desabou sobre mim. Há 10 anos que não recebia uma noticia tão má.
Depois de Deus me tirar um pai, tira-me a casa, a única que conheci como minha.
Deixou-me na rua, deixou-me com a vergonha na cara. Baixou-me os olhos e fez com que perdesse a vontade de voltar ao sitio que me viu nascer. Tirou me a vontade de voltar a respirar esse ar rarefeito e fresco da serra. Tirou me a vontade de voltar a sentir o vento gélido na cara e aconchegar-me na lareira, ouvindo o crepitar do lume.
Tirou me a vontade de voltar ao sitio onde o sono é mais tranquilo.
Devagar, lentamente, sádico, tiras-me o que mais gosto e nada me devolves em troca. Onde está a janela que deves abrir quando fechas uma porta? Onde está o equilíbrio que na natureza tudo compõe? Onde Meus Deus? Onde estás tu que em tudo devias estar presente, porque não existes apenas, mas sim tudo és, onde estás tu? Todos os dias pergunto onde estás quando sofro as penas da vida. Onde está o pai quando o filho lhe pede ajuda?
Sinto-me como Cristo na cruz: Meus Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?
Nada do que faço te traz apreço e regozijas-te com a minha dor. Nada me ofereces tudo me tiras. Tira-me o que me foi dado sem nada te pedir, já que nada do que te peço me dás. Se o que me ofereces, a dor, for o que me faz falta, então Meu Deus te peço leva tudo o que me ofereceste, porque tudo te dou. E agora Meus Deus depois de tudo te dar, leva-me a vida porque sem nada ela já não faz sentido.
Nada do que desejo vem, nada do que realmente quero se torna realidade, tudo o que consigo parecem apenas sobras de uma festa que alguém viveu. Sobras...como um mendigo, sem esmola, nem esmola te dignas dar a um mendigo, que não te pede poder, nem mansão, apenas um tecto e um pouco de dignidade.
Tratas-me como se eu nada merecesse mas castigo, castigo que não mereço. Punes os meus actos ou inacção? Se nada faço castigas, se tudo faço castigas.
Não te entendo. As tuas palavras são estrangeiras aos meus ouvidos e afasto-me de ti, porque minha crença perdeu a chama.
Meus Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?
Depois de Deus me tirar um pai, tira-me a casa, a única que conheci como minha.
Deixou-me na rua, deixou-me com a vergonha na cara. Baixou-me os olhos e fez com que perdesse a vontade de voltar ao sitio que me viu nascer. Tirou me a vontade de voltar a respirar esse ar rarefeito e fresco da serra. Tirou me a vontade de voltar a sentir o vento gélido na cara e aconchegar-me na lareira, ouvindo o crepitar do lume.
Tirou me a vontade de voltar ao sitio onde o sono é mais tranquilo.
Devagar, lentamente, sádico, tiras-me o que mais gosto e nada me devolves em troca. Onde está a janela que deves abrir quando fechas uma porta? Onde está o equilíbrio que na natureza tudo compõe? Onde Meus Deus? Onde estás tu que em tudo devias estar presente, porque não existes apenas, mas sim tudo és, onde estás tu? Todos os dias pergunto onde estás quando sofro as penas da vida. Onde está o pai quando o filho lhe pede ajuda?
Sinto-me como Cristo na cruz: Meus Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?
Nada do que faço te traz apreço e regozijas-te com a minha dor. Nada me ofereces tudo me tiras. Tira-me o que me foi dado sem nada te pedir, já que nada do que te peço me dás. Se o que me ofereces, a dor, for o que me faz falta, então Meu Deus te peço leva tudo o que me ofereceste, porque tudo te dou. E agora Meus Deus depois de tudo te dar, leva-me a vida porque sem nada ela já não faz sentido.
Nada do que desejo vem, nada do que realmente quero se torna realidade, tudo o que consigo parecem apenas sobras de uma festa que alguém viveu. Sobras...como um mendigo, sem esmola, nem esmola te dignas dar a um mendigo, que não te pede poder, nem mansão, apenas um tecto e um pouco de dignidade.
Tratas-me como se eu nada merecesse mas castigo, castigo que não mereço. Punes os meus actos ou inacção? Se nada faço castigas, se tudo faço castigas.
Não te entendo. As tuas palavras são estrangeiras aos meus ouvidos e afasto-me de ti, porque minha crença perdeu a chama.
Meus Deus! Meu Deus! Porque me abandonaste?
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