Aqui depositado em mim….um assombro de solidão….
Em meu redor deserto. E no meu chão o abismo das areias que se movem e me engolem. Para onde me vire não existe oásis, apenas as dunas do deserto e vento árido que corta a minha respiração… Sufoco…
O meu corpo rende se às intempéries, mas a mente desperta tenta procurar no fundo, numa gaveta escondida uma razão. Qual foi a culpa que me escapou? Qual fim o crime que cometi e pelo qual não paguei a minha pena? Onde está a razão? Onde está a justiça? Grito alto e em resposta o eco me responde com dor. Uma dor latejante como uma espada que me entra lentamente no coração.
O sangue corre lentamente pelo peito, lenta dor…lento adormecer.
Morro aqui no coração do deserto da solidão: isto é estar só no mundo.
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