Por muito que se goste ou se deteste, o Prof. Dr. Cavaco Silva é Presidente da república Portuguesa, e como tal deve ser respeitado, não só porque é o órgão máximo da nação, como também, porque é o garante da nossa soberania e identidade como país.
No meio desta cena política nacional que me tem profundamente desiludido e desacreditado naquilo que entendo como sendo a definição real e pura de política (elaborar as tarefas necessárias que contribuam para o bem-estar dos cidadãos e do país em geral), sempre me pareceu o mais lúcido e mais coerente político a exercer a sua actividade.
O problema do PR é que ele tem de facto um problema em lidar com situações que o deixam embaraçado e ferem a sua moral e ética, muito mais quando isso incluiu pessoas em quem ele confia, mas também porque não tem uma máquina de partido atrás de si.
Eu tenho o PR como pessoa de bem, mas sempre achei que tinha ao seu redor pessoas muito mal intencionadas, com falta de ética e capacidade para enganar e manipular, com intuito de obter resultados em seu próprio benefício e não em benefício da nação.
A prova disto mesmo foi alguém em quem ele confiou cegamente, Dias Loureiro, o ter traído, porque honestamente não me parece que ele nomeasse para o Conselho de Estado alguém que sabia estar ligado a tais situações embaraçosas e que depois acabaria por entalar o próprio presidente. É complicado quando somos traídos pelos amigos, ficamos de facto de pés e mãos atadas, no caso dele ele não poderia demiti-lo e embora eu ache que ele deve ter pedido para ele se demitir se tivesse realmente algo a ver com o escândalo do BCP, Dias Loureiro negou tudo, porque não imaginou que o Oliveira Costa o incriminasse.
Tudo isto são apenas algumas cenas da política nacional que foram vindo a público, mas que na realidade representam apenas uma ínfima parte do que realmente acontece.
A mim ninguém me convence que o PS com as ligações que tem, incluindo á maçonaria, não está realmente a minar e a construir uma nova censura em Portugal, no fundo é a censura na Democracia Moderna, exercida pelo 4º poder, que cada vez mais é o 1º poder. Os meios de comunicação é que fazem a opinião pública e determinam a agenda política.
O problema é que ao contrário do PR, o PM tem a capacidade de lidar muito bem com todas essas situações, não só porque está muito bem assessorado, como também, porque conhece bem os assessores que tem, que são exactamente como ele, manipuladores e desrespeitadores da causa pública, ou seja, o poder dever exercido em seu beneficio primeiro e depois em beneficio de outros. Além disso ele e os seus assessores têm de pagar os favores que usaram para chegar ao poder. Veja-se o caso do Freeport que tem como principal interveniente, além do próprio PM, o seu colaborador mais próximo.
Não digo que tudo é mau, mas até aquilo que perece bem, serviu como forma de centralizar e manipular o Estado em causa própria, veja se o exemplo das reformas do sector público.
Quando se fala tanto em descentralização, o governo centra em si decisões e retira poder aos funcionários públicos como forma também de exercer pressão e controle sobre eles.
E desta maneira vai a política em Portugal, mas o que mais me deixa chocada é os comentários que vejo na internet ao mais alto representante da nação. Choca-me ver os portugueses em praça pública achincalharem o PR e darem vivas ao PM que em 4.5 anos de governo fez o que se viu pela nação: aumentou o fosso entre ricos e pobres, contribuiu para a degradação da educação em Portugal, deixa estatísticas humilhantes para a saúde portuguesa na UE a 25, deixa o famoso défice exactamente onde estava (ou mais alto, porque não sabemos mesmo a verdade do défice), deixa o desemprego para 500.000; deixa a agricultura a morrer, as pescas a afundarem-se; deixa a qualidade de vida dos portugueses onde se vê; pior de que tudo deixa más perspectivas ou nenhumas para o futuro.
E tudo isto se justifica com uma crise Mundial, mas não se apresentam soluções para a crise nacional. Apresentam-se remendos e cuidados paliativos que não levam a lado nenhum, apenas a um afastamento de Portugal cada vez maior dos parceiros europeus.
Os portugueses que se concentrem naquilo que realmente interessa e não deixem que vos mandem poeira para os olhos, porque como diz o PR: "Ó minha senhora você não é ingénua e eu também não".
Esta frase foi a mais sincera que ele disse nos últimos tempos e resume bem a cena política nacional.
"Aqui, deposta enfim a minha imagem,/ Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,/ No interior das coisas canto nua./ Aqui livre sou eu - eco da lua/ E dos jardins, os gestos recebidos/ E o tumulto dos gestos pressentidos,/ Aqui sou eu em tudo quanto amei." Sophia de Mello Breyner
Rescaldo da noite eleitoral
Os portugueses votaram e pronunciaram-se sobre o governo (ou desgoverno) PS.
Fiquei curiosa sobre o que achariam os 40% que não foram votar, ou será que eram todos votantes fantasma? Talvez.
O mais interessante foi perceber o quanto os portugueses são masoquistas: apanham, mas gostam de apanhar mais. Durante 4 anos fizeram greves, contestaram até ao final e ainda assim conseguiram voltar a eleger o mesmo desgoverno, fizeram-se vivas ao homem que mostrou uma falta de integridade e carácter, que gozou todo o tempo com a cara dos portugueses: Porreiro pá! Estes gajos são mesmo uns tansos! Com tanto escândalo de corrupção continuam a elogiar aqueles que trabalham não para o povo, mas para si mesmos e para os seus compinchas.
Começo a duvidar como os Iranianos: onde estão os nosso votos? Quero saber onde está o meu voto e o voto daqueles que não querem este governo, estes políticos e esta corrupção.
Andam a distribuir generosamente os impostos de todos nós pelos seus compadres e vão deixar este país na bancarrota.
Meus amigos agora agarrem um bote e comecem a remar, porque isto vai mesmo pela água abaixo. Vão para Angola, vão para onde quiserem isto está entregue à bicharada. Apanhem o TGV e fujam para algum lado (mas é melhor começar a poupar já para pagar o bilhete, caso contrário não chegam nem a Espanha com o salário que ganham).
Os meus amigos socialistas que me desculpem, mas esta é a realidade. Espero, pelo bem de todos nós, no final não ter de dizer: eu bem disse!
Viva a democracia! É linda!
Fiquei curiosa sobre o que achariam os 40% que não foram votar, ou será que eram todos votantes fantasma? Talvez.
O mais interessante foi perceber o quanto os portugueses são masoquistas: apanham, mas gostam de apanhar mais. Durante 4 anos fizeram greves, contestaram até ao final e ainda assim conseguiram voltar a eleger o mesmo desgoverno, fizeram-se vivas ao homem que mostrou uma falta de integridade e carácter, que gozou todo o tempo com a cara dos portugueses: Porreiro pá! Estes gajos são mesmo uns tansos! Com tanto escândalo de corrupção continuam a elogiar aqueles que trabalham não para o povo, mas para si mesmos e para os seus compinchas.
Começo a duvidar como os Iranianos: onde estão os nosso votos? Quero saber onde está o meu voto e o voto daqueles que não querem este governo, estes políticos e esta corrupção.
Andam a distribuir generosamente os impostos de todos nós pelos seus compadres e vão deixar este país na bancarrota.
Meus amigos agora agarrem um bote e comecem a remar, porque isto vai mesmo pela água abaixo. Vão para Angola, vão para onde quiserem isto está entregue à bicharada. Apanhem o TGV e fujam para algum lado (mas é melhor começar a poupar já para pagar o bilhete, caso contrário não chegam nem a Espanha com o salário que ganham).
Os meus amigos socialistas que me desculpem, mas esta é a realidade. Espero, pelo bem de todos nós, no final não ter de dizer: eu bem disse!
Viva a democracia! É linda!
Está na hora de mudar Portugal
Campanhas eleitorais à porta!
No meio das propostas ou melhor pseudo propostas de políticos que estiveram no poleiro e outros que se querem também empoleirar, não encontro realmente algo que nos indique o caminho para a solução do problema real da economia portuguesa.
Lembro-me que no inicio dos anos 90 um famoso economista fez um relatório, o relatório Porter, sobre a situação económica do país, relatório que, além de dar luzes sobre a realidade, lançou alertas e soluções de futuro. Acho que está na altura de alguém isento e com capacidade, fazer uma análise da realidade, mas não apenas mais um desses estudos que vão para a gaveta e enchem os cofres da empresa que o fez, deverá ser algo que seja levado em linha de conta por todos os partidos com acento parlamentar. Deveremos ter soluções reais para problemas reais e não para TGV´s e Aeroportos. Problemas que afectem as pessoas reais, os 500.000 desempregados que se vêem sem perspectivas de futuro e os empregados que se perguntam por quanto tempo.
O que as pessoas esquecem é que o trabalho é a base fundamental de qualquer economia, a base do Estado, do sistema social e financeiro. Sem ele não se geram impostos, não se geram receitas, não se gera procura e despesa. Sem ele não se gera mais trabalho, nem subsídios de desemprego, nem reformas.
Eu voto no partido que levar estes problemas a sério e que com firmeza e seriedade procure soluções para todos nós.
Eu voto em políticos que sejam servidores de causa pública e não de causa própria.
Todos nós deveríamos votar nesses políticos se eles existissem, a minha pergunta é: será que eles existem?
Está mais que na hora de mudar Portugal, está na hora de por mãos obra e pressionar os políticos para fazerem alguma coisa por este país.
Votem!
No meio das propostas ou melhor pseudo propostas de políticos que estiveram no poleiro e outros que se querem também empoleirar, não encontro realmente algo que nos indique o caminho para a solução do problema real da economia portuguesa.
Lembro-me que no inicio dos anos 90 um famoso economista fez um relatório, o relatório Porter, sobre a situação económica do país, relatório que, além de dar luzes sobre a realidade, lançou alertas e soluções de futuro. Acho que está na altura de alguém isento e com capacidade, fazer uma análise da realidade, mas não apenas mais um desses estudos que vão para a gaveta e enchem os cofres da empresa que o fez, deverá ser algo que seja levado em linha de conta por todos os partidos com acento parlamentar. Deveremos ter soluções reais para problemas reais e não para TGV´s e Aeroportos. Problemas que afectem as pessoas reais, os 500.000 desempregados que se vêem sem perspectivas de futuro e os empregados que se perguntam por quanto tempo.
O que as pessoas esquecem é que o trabalho é a base fundamental de qualquer economia, a base do Estado, do sistema social e financeiro. Sem ele não se geram impostos, não se geram receitas, não se gera procura e despesa. Sem ele não se gera mais trabalho, nem subsídios de desemprego, nem reformas.
Eu voto no partido que levar estes problemas a sério e que com firmeza e seriedade procure soluções para todos nós.
Eu voto em políticos que sejam servidores de causa pública e não de causa própria.
Todos nós deveríamos votar nesses políticos se eles existissem, a minha pergunta é: será que eles existem?
Está mais que na hora de mudar Portugal, está na hora de por mãos obra e pressionar os políticos para fazerem alguma coisa por este país.
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