Com o passar do tempo os sonhos ficam cada vez mais agitados. Tenho receio com o que sonho, porque vejo mais do que quero ver, e o que vejo não é bom, não é pacificador.
Vejo-me numa luta que parece não levar a lado nenhum. Vejo que luto contra uma maré para no final tudo estar igual. Revolto-me contra tudo e contra todos e as imagens dos outros parecem não se mover.
A calma que existe á minha volta contrasta com a luta que faço todos os dias para encontrar uma solução.
"Aqui, deposta enfim a minha imagem,/ Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,/ No interior das coisas canto nua./ Aqui livre sou eu - eco da lua/ E dos jardins, os gestos recebidos/ E o tumulto dos gestos pressentidos,/ Aqui sou eu em tudo quanto amei." Sophia de Mello Breyner
A felicidade: uma linha contínua?
O céu tingido de um laranja forte, rasgado por pequenas pinceladas de azul-escuro adivinhando a noite e morrendo num louro azul, é este o quadro que quero pintar. Captar a imagem e aprisioná-la para sempre numa pintura que nunca fará jus ao momento. Fiquei assim olhando o sol desaparecer no horizonte e pensando que talvez o que vi fosse uma miragem.
Passamos ao largo de momentos que num instante nos fazem sorrir e acreditar que viver é bom.
Passamos à margem do mundo e das maravilhas ele contém. Não imaginamos o que podemos ganhar se olharmos o mundo com olhos de ver e não com turvos de uma ilusão de ter.
Ao longe vejo o anoitecer e Vénus brilha agora para mim. Sorrio, um momento resume a humanidade do que quero: a felicidade.
Posso sonhar ser muita coisa, mas aquilo que não consigo ter é dentro de mim todas a emoções de felicidade comprimidas numa só. Resumir os momentos felizes em que sorri e tentar sentir num todo essa felicidade é uma equação impossível.
Será que a felicidade não se pode coleccionar? Colecciono momentos, fotos, pinturas, mas não posso coleccionar a felicidade. O que senti naquele instante passou e ainda que volte a recordar, não voltarei a experimentar o que senti. Parece estranho que ela não seja uma linha contínua como o tempo, ou não será o tempo uma linha contínua?
Passamos ao largo de momentos que num instante nos fazem sorrir e acreditar que viver é bom.
Passamos à margem do mundo e das maravilhas ele contém. Não imaginamos o que podemos ganhar se olharmos o mundo com olhos de ver e não com turvos de uma ilusão de ter.
Ao longe vejo o anoitecer e Vénus brilha agora para mim. Sorrio, um momento resume a humanidade do que quero: a felicidade.
Posso sonhar ser muita coisa, mas aquilo que não consigo ter é dentro de mim todas a emoções de felicidade comprimidas numa só. Resumir os momentos felizes em que sorri e tentar sentir num todo essa felicidade é uma equação impossível.
Será que a felicidade não se pode coleccionar? Colecciono momentos, fotos, pinturas, mas não posso coleccionar a felicidade. O que senti naquele instante passou e ainda que volte a recordar, não voltarei a experimentar o que senti. Parece estranho que ela não seja uma linha contínua como o tempo, ou não será o tempo uma linha contínua?
Para alguém querido
Sorrisos baços que demonstram as mágoas que se apoderam do teu coração. Uma lágrima no canto do olho espera um momento de solidão e ficas assim no teu silêncio. Conversas de ocasião que tocam pelo gesto de alguém que passou.
Ficou tudo por dizer sem saber o que falar, talvez do tempo, mas esse tempo que faz lá fora é cinzento, e o do teu coração é negro como a noite sem luar. Mas tudo se disse pelos olhos que não mentem a alma.
Queria dizer te o que lamento…não saem as palavras, mas talvez um gesto…talvez por outras palavras possa dizer-te que estou contigo e que sigas por onde seguires estou lá. Estamos lá. Mas sobretudo deverás estar lá tu, porque és tu que terás de fazer o teu caminho.
Durante anos remaste contra a maré e venceste. Seguiste sonhos e encontraste realidade. Seguiste trilhos e encontraste caminhos. Agora que tropeçaste em pedras, levanta-te, contorna os obstáculos e continua.
Estamos aqui para te curar as feridas, para te acolher nas tempestades. Caminharás pelos teus próprios pés e irás onde tua força te levar, mas principalmente irás onde o teu sonho quiser.
Segue seguro por onde te levar a alma, estamos sempre aqui, é para isso que serve a família.
Ficou tudo por dizer sem saber o que falar, talvez do tempo, mas esse tempo que faz lá fora é cinzento, e o do teu coração é negro como a noite sem luar. Mas tudo se disse pelos olhos que não mentem a alma.
Queria dizer te o que lamento…não saem as palavras, mas talvez um gesto…talvez por outras palavras possa dizer-te que estou contigo e que sigas por onde seguires estou lá. Estamos lá. Mas sobretudo deverás estar lá tu, porque és tu que terás de fazer o teu caminho.
Durante anos remaste contra a maré e venceste. Seguiste sonhos e encontraste realidade. Seguiste trilhos e encontraste caminhos. Agora que tropeçaste em pedras, levanta-te, contorna os obstáculos e continua.
Estamos aqui para te curar as feridas, para te acolher nas tempestades. Caminharás pelos teus próprios pés e irás onde tua força te levar, mas principalmente irás onde o teu sonho quiser.
Segue seguro por onde te levar a alma, estamos sempre aqui, é para isso que serve a família.
Dias nublados
Tumultos dentro de mim.
Esventram-se me as entranhas e revolvem-se numa vontade de as abandonar em qualquer remoto lugar.
Dias nublados trazem me horas de melancolia.
Desapontamento com a vida num querer algo sem saber o que querer. Quero arrumar ideias, mas as ideias esfumam-se numa neblina matinal pintada de cinzentos.
Agora sinto-me num vazio e numa turbulenta espiral descendente sem saber onde me agarrar para quebrar a descida. Um dia mau que se prolonga por muitos dias maus. Busco em redor, mas não vejo, ceguei …
Confusão e turbulência, demência em mim. Procuro no silêncio a paz mas acho apenas o caos. Procuro num raio de sol que entra pela janela uma luz e vejo!
Esventram-se me as entranhas e revolvem-se numa vontade de as abandonar em qualquer remoto lugar.
Dias nublados trazem me horas de melancolia.
Desapontamento com a vida num querer algo sem saber o que querer. Quero arrumar ideias, mas as ideias esfumam-se numa neblina matinal pintada de cinzentos.
Agora sinto-me num vazio e numa turbulenta espiral descendente sem saber onde me agarrar para quebrar a descida. Um dia mau que se prolonga por muitos dias maus. Busco em redor, mas não vejo, ceguei …
Confusão e turbulência, demência em mim. Procuro no silêncio a paz mas acho apenas o caos. Procuro num raio de sol que entra pela janela uma luz e vejo!
O papel do PS na democracia Portuguesa
Nos últimos tempos tenho tido alguma atenção aos comentadores e comentários que se têm feito, e reparei em algo que já não me lembrava dos tempos do PR (presidente da república) Mário Soares. Além de ter aquele ar de baronete com pretensões a ser rei, tem também ar de superioridade, olhando sempre de cima para os que estão em seu redor, mostrando desprezo e curvando-se ligeiramente apenas aos seus pares quando obrigado a enaltecer as suas qualidades. Diga-se que os que lhe valem a inclinação são normalmente de camisola rosa ou então algum presidente déspota de cor mais avermelhada. Ainda que falemos de um Obama ele sentir-se-à sempre superior.
“Ó Sr. Guarda saia lá da frente!” a expressão famosa do PR que ao contrário de uns e outros não lhe valeu reprimenda, apenas graça e valor pelos comentadores.
Este baronete, bem como os seus camaradas de partido, sempre acharam que os colegas do partido da direita, seu principal oponente, não lhe valiam crédito, nem respeito, porque para eles eram uns economistas ou gestores incultos, sem capacidade de sociabilidade que apenas conseguiam ver números á frente e com falta de sensibilidade para a cultura e para os temas sociais. Esta visão teve a sua representação máxima no ex PM (primeiro ministro) actual PR que exerceu mandato quando o PR era o mui ilustre defensor da democracia o Dr. Mário Soares, mais conhecido como papa-léguas. Nunca um presidente fez tantos quilómetros e nunca Portugal foi tão pouco conhecido.
Eu entendo que os Sr. Socialistas tenham de facto um maior entendimento sobre legislação, um maior paleio e capacidade de entendimento quanto às práticas de palavrear, no entanto, também é do conhecimento geral, que quanto a governantes sempre foram muito desajeitados e a única coisa em que de facto foram exímios em grandes debates sobre coisas nenhuma e grandes teorias sobre democracia. São treinados para isto, por isso não se admirem os cidadãos da pouca-vergonha de leis que saem do parlamento e do pouco ou nada que muitos deles fazem. Digam-me qual o papel dos Socialistas nesta democracia? Pensem bem, reflictam naquilo que eles contribuíram par a democracia actual e pensem bem se não foram eles os grandes mentores desta Grande democracia que temos. Muito paleio pouca acção: este é o grande lema dos socialistas.
“Ó Sr. Guarda saia lá da frente!” a expressão famosa do PR que ao contrário de uns e outros não lhe valeu reprimenda, apenas graça e valor pelos comentadores.
Este baronete, bem como os seus camaradas de partido, sempre acharam que os colegas do partido da direita, seu principal oponente, não lhe valiam crédito, nem respeito, porque para eles eram uns economistas ou gestores incultos, sem capacidade de sociabilidade que apenas conseguiam ver números á frente e com falta de sensibilidade para a cultura e para os temas sociais. Esta visão teve a sua representação máxima no ex PM (primeiro ministro) actual PR que exerceu mandato quando o PR era o mui ilustre defensor da democracia o Dr. Mário Soares, mais conhecido como papa-léguas. Nunca um presidente fez tantos quilómetros e nunca Portugal foi tão pouco conhecido.
Eu entendo que os Sr. Socialistas tenham de facto um maior entendimento sobre legislação, um maior paleio e capacidade de entendimento quanto às práticas de palavrear, no entanto, também é do conhecimento geral, que quanto a governantes sempre foram muito desajeitados e a única coisa em que de facto foram exímios em grandes debates sobre coisas nenhuma e grandes teorias sobre democracia. São treinados para isto, por isso não se admirem os cidadãos da pouca-vergonha de leis que saem do parlamento e do pouco ou nada que muitos deles fazem. Digam-me qual o papel dos Socialistas nesta democracia? Pensem bem, reflictam naquilo que eles contribuíram par a democracia actual e pensem bem se não foram eles os grandes mentores desta Grande democracia que temos. Muito paleio pouca acção: este é o grande lema dos socialistas.
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