Delírios

Uma profunda melancolia me consumiu…
Pobres os que não ambicionam as estrelas, pobres os que não sonham, pobres os que não sentem…deles é a toda a solidão do mundo, todo o silêncio que buscam é chama que consome a sua alma.
Cada palavra pode ser uma lágrima escondida por detrás de um sorriso.
Cada lágrima é um chamamento…
Convoco os deuses para uma luz que teima em ser trevas. Convoco os deuses num concilio onde se deitam sortes à vida. Os deuses magnânimos na sua decisão atiram a alma para um limbo…
Não há deuses, não há luz, não há nada!
O silêncio embriagou a alma e as palavras enrolam-se na sua boca num desespero entre o real e alucinação.
Não há deuses, não há luz, não há nada! Nada!
Não! Talvez… talvez sim! Talvez me deixe escorregar para esse penhasco, esse que vejo à minha frente. Talvez seja apenas uma miragem, não pode haver penhasco no limbo, era fácil de mais.
São delírios no deserto onde não há oásis só dunas, dunas de areia fina que me envolvem os pensamentos em ondas de um amarelo-torrado quase laranja, um entardecer da vida que morre como o sol ao fim de um dia.

Sem comentários: