OS DIAS QUE CORREM EM PORTUGAL - A INSUSTENTÁVEL CERTEZA DE SER CIDADÃO PORTUGUÊS

Depois de um período de convalescença da Emoção e a Razão, volto às crónicas.

Hoje o tema é de revolta e descrença destes dias que se vivem em Portugal.
Não me falem em profetas da desgraça, em velhos do Restelo, não me digam que somos pessimistas, olhem e vejam. Só peço para os portugueses olharem e verem.
Não sou comunista, acredito num estado social, acredito numa sociedade que pode reger-se por regras, que mais do que justas e moralmente aceites, devem ser humanas e ir de encontro ao cidadão comum, ir de encontro aquele que paga impostos todos os dias.
Não tenho nada contra aqueles que trabalham honestamente, sejam eles simples técnicos de limpeza ou um empresário de sucesso. Não tenho nada contra que as empresas tenham lucro desde que o trabalho seja pago de forma honesta e ganho de forma honesta.
Nada tenho contra políticos, médicos ou advogados. Todas as profissões são dignas, quando desempenhadas dignamente e de acordo com regras morais e socialmente aceites. Não importa que sejam melhor remunerados, desde que mereçam o dinheiro que ganham e o ganhem de forma honesta.
Agora outra coisa é este descaramento que existem em Portugal. As proporções estão alteradas. Não existe moral, ética ou consciência nas regras e nas leis que se criam. Este despesismo pela coisa publica deixa me revoltada e ofendida.
A coisa pública é de todos nós. Devemos tratar os bens públicos melhor do que se fossem nossos. É o suor de todos os concidadãos que está ali, não é apenas o nosso. Este valor, esta ideia da coisa pública e da importância daquilo que pertence a todos nós, deve ser passada e transmitida de forma, eu diria até apaixonada aos nossos jovens, às crianças do jardim-escola, aos nosso filhos, aos nosso amigos, aos que nos visitam…
Devemos incutir na sociedade o respeito pela vida humana, pela idade, pelo próximo, mas também pelo que nos rodeia. Não pode ser idealismo, não pode ser uma ideia comunista, esquerdista ou ecologista. Não pode ser uma ideia revolucionária, budista ou anarquista. A ideia do respeito pela humanidade deve ser aquela que deve reger todos os povos, todas as leis e todas as crenças.
Não respeitamos a humanidade quando usamos e abusamos dos bens públicos do modo como fazemos em Portugal, com total e completo despesismo, com total e completa irresponsabilidade e falta de consciência por parte de quem governa, mas também de quem se deixa governar.
Não são apenas os políticos ou os gestores públicos, os gestores privados e o cidadão comum, com a sua chica esperteza também pertencem a este rol. Todos nós devemos ser conscienciosos.
Eu apenas posso desejar e apelar á honestidade, não usemos os nossos impostos para manter chicos espertos, para manter pessoas incompetentes em empresas que dão prejuízo, para manter políticos corruptos no poder que fazem as leis á sua medida e que abusam do poder para seu benefício e dos seus , da forma mais descarada e com toda a lata mentem ao cidadão comum como se isso fosse normal e natural.
Eu apenas posso pedir aos irmãos dessas sociedades secretas que governam este país que sejam honestos que sejam humanos e justos. Esses valores que regem os vossos ideais têm de se aplicar não só aos vossos irmãos, mas a toda a sociedade. Somos parte de um todo e se parte desse corpo começar a ficar doente depressa a infecção se espalhará ao resto do corpo.
Pode ser que no dia em que um pobre que não tiver comida para dar aos seus filhos deixar de temer, vocês não acordem de manhã.
No dia em que um louco se sinta injustiçado, os vidros que vos protegem do sol não sejam suficientes para vos proteger da justiça.
Pode ser que o povo ganhe juízo e deseje a mudança, deseje que um louco governe no seu extremismo, ou deseje uma anarquia que desgoverne o ingovernável.
Não puxem a corda, porque a corda está tão fina que pode partir.
Moral, ética, honestidade e humanidade em Portugal já.