Vou passando pela vida como por entre a chuva, não vá a vida dar por mim.
Mas não choro por isso.
Sigo calma e serena como um lago de águas paradas onde nem a tempestade arrasta as folhas que caem sobre as águas.
Não tenhas penas!
Talvez seja só isso que escolhi para mim...
O que quero não sei nem sinto.
Sinto apenas vazio, e ás perguntas oiço apenas silêncio
Se é isto que a vida me oferece nada a tenho a temer.
Tenho tudo o que preciso resta me perceber o quanto sou feliz
"Aqui, deposta enfim a minha imagem,/ Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,/ No interior das coisas canto nua./ Aqui livre sou eu - eco da lua/ E dos jardins, os gestos recebidos/ E o tumulto dos gestos pressentidos,/ Aqui sou eu em tudo quanto amei." Sophia de Mello Breyner
A luta de Portugal!
Nesta luta a ideia de dor psicológica parece ganhar dentro de mim novo sentido.
Para quem se habituou ás dores como eu, é até estranho.
Neste momento uma dor de alma que se torna física e nenhum medicamento pode curar essa dor.
Posso tomar analgésicos, mas a dor parece não passar.
As minha pernas recusam a continuar a caminhada e o meu braço direito recusa-se a pegar na espada para a luta.
Fazem me desistir de mim, ou quererão fazer me ver que já desisti de mim?
Os outros membros parecem também eles não resistir e ameaçam fraquejar.
Levanto-me para a luta, lá fora as tendas dos combatentes semi-vazias parecem esvaziar-se também de sonhos.
Oiço as trombetas que chamam para a luta! Apenas o piar de corvos que se aproximam do acampamento num mau agoiro.
Perde-se a glória de Portugal. Perdem -se os sonhos de chão, de honras e riquezas prometidas!
Perdemos-nos na densa neblina da manhã! Deixámos de ver horizonte e céu e mar...
A peleja há muito que não passa de uma luta de fantasmas. Lutamos contra as as sombras das árvores velhas, perdidos! De cabeça perdida!
Os meus velhos ossos rangem de dor, oiço os queixarem-se do tempo, de tudo e nada.
Os guerreiros esmorecem e dormitam ainda debaixo de capas sujas e rasgadas da luta.
Assim se escreve Portugal!
O mais velho país da Europa envelhece em todos os sentidos, e os poucos jovens que crescem até a eles retiram os sonhos e o brilho no olhar.
Só os senhores têm o brilho no olhar, o brilho da cobiça, da ganância e do desprezo.
È deles o chão é deles o piar do corvo, são eles que nos chamam para a inglória luta... Montados em Seus cavalos ordenam embates contra árvores velhas e rochas gastas pelo suor e pelo sangue dos peões que resistem na fome e na doença.
Os seus ossos, velhos de sonhos e fracos de esperanças vão caminhando pelo matagal e embrenham se em pântanos escuros.
Ao longe os abutres olham o campo e esperam os fracos para lhes retirar a carne dos ossos.
Assim se escreve Portugal!
O chão já não é nosso, é de tiranos que imperam neste Portugal!
Para quem se habituou ás dores como eu, é até estranho.
Neste momento uma dor de alma que se torna física e nenhum medicamento pode curar essa dor.
Posso tomar analgésicos, mas a dor parece não passar.
As minha pernas recusam a continuar a caminhada e o meu braço direito recusa-se a pegar na espada para a luta.
Fazem me desistir de mim, ou quererão fazer me ver que já desisti de mim?
Os outros membros parecem também eles não resistir e ameaçam fraquejar.
Levanto-me para a luta, lá fora as tendas dos combatentes semi-vazias parecem esvaziar-se também de sonhos.
Oiço as trombetas que chamam para a luta! Apenas o piar de corvos que se aproximam do acampamento num mau agoiro.
Perde-se a glória de Portugal. Perdem -se os sonhos de chão, de honras e riquezas prometidas!
Perdemos-nos na densa neblina da manhã! Deixámos de ver horizonte e céu e mar...
A peleja há muito que não passa de uma luta de fantasmas. Lutamos contra as as sombras das árvores velhas, perdidos! De cabeça perdida!
Os meus velhos ossos rangem de dor, oiço os queixarem-se do tempo, de tudo e nada.
Os guerreiros esmorecem e dormitam ainda debaixo de capas sujas e rasgadas da luta.
Assim se escreve Portugal!
O mais velho país da Europa envelhece em todos os sentidos, e os poucos jovens que crescem até a eles retiram os sonhos e o brilho no olhar.
Só os senhores têm o brilho no olhar, o brilho da cobiça, da ganância e do desprezo.
È deles o chão é deles o piar do corvo, são eles que nos chamam para a inglória luta... Montados em Seus cavalos ordenam embates contra árvores velhas e rochas gastas pelo suor e pelo sangue dos peões que resistem na fome e na doença.
Os seus ossos, velhos de sonhos e fracos de esperanças vão caminhando pelo matagal e embrenham se em pântanos escuros.
Ao longe os abutres olham o campo e esperam os fracos para lhes retirar a carne dos ossos.
Assim se escreve Portugal!
O chão já não é nosso, é de tiranos que imperam neste Portugal!
Pensamentos de uma noite de verão
Talvez o verão me traga lembranças ou vontades, talvez esperanças vãs, mas acredito que são apenas saudades De vidas que passei.
Não sei se posso dizer que estou no caminho...procuro o caminho como o oxigénio para viver, procuro o caminho para não me perder e dar um rumo À vida...
Procuro o caminho por medos, mas o caminho são veredas escuras e não sabemos o que encontraremos no fim da rua.
No fim da rua talvez um banco frio para sentarmos, talvez só um vazio para nos perdermos, talvez só o silêncio para gritarmos, talvez nada...
Outros dias há que parecem rectas que tenho de percorrer, onde o desejo é apenas chegar ao fim e o que vejo são ondas de calor num dia de verão, que meus olhos olhos tomam como cidades antigas perdidas no horizonte...
Vêm pensamentos à memória e a memória torna-se dor, saudade, amor...
Quando fecho os olhos procuro o vazio, mas encontro arrependimento...
Afasto para longe o pensamento e foco o meu ser num vazio e sinto uma onda invadir meu corpo, deixo me levar por ela...e voo para o sonho...
Não sei se posso dizer que estou no caminho...procuro o caminho como o oxigénio para viver, procuro o caminho para não me perder e dar um rumo À vida...
Procuro o caminho por medos, mas o caminho são veredas escuras e não sabemos o que encontraremos no fim da rua.
No fim da rua talvez um banco frio para sentarmos, talvez só um vazio para nos perdermos, talvez só o silêncio para gritarmos, talvez nada...
Outros dias há que parecem rectas que tenho de percorrer, onde o desejo é apenas chegar ao fim e o que vejo são ondas de calor num dia de verão, que meus olhos olhos tomam como cidades antigas perdidas no horizonte...
Vêm pensamentos à memória e a memória torna-se dor, saudade, amor...
Quando fecho os olhos procuro o vazio, mas encontro arrependimento...
Afasto para longe o pensamento e foco o meu ser num vazio e sinto uma onda invadir meu corpo, deixo me levar por ela...e voo para o sonho...
Neblina dos dias – Crónica de um país à deriva
Depois da tempestade vem a bonança? Não, vem a neblina.
Depois da tempestade que foram os últimos meses desta república, sente-se o silêncio e a resignação dos marinheiros que observam o mar e escutam o silêncio e o murmúrio das calmas águas onde circula a caravela Portugal.
Na proa os marinheiros olham o mar a escutam o silêncio buscando o caminho. Nos seus olhos está espelhado o medo da incerteza do mar e dos perigos que espreitam por detrás da densa neblina.
Os rostos fechados e o espelho da alma resignada com os tempos de incerteza que todos sentimos.
O discurso dos portugueses mudou quando mudaram os rostos dos lideres, agora esperam que o futuro lhe traga ilhas com sereias e riquezas e oásis com águas refrescantes e boas tâmaras doces, mas também esperam dificuldades, sacrifícios e tempestades na sua vida.
Não é apenas o país, é também os dramas pessoais de cada um.
Somos os novos descobridores que desbravam caminhos na crise e encontram novos mundos.
Vejo a resignação, mas também também a vontade de lutar, de trabalhar e procurar por dias felizes, vejo também a esperança o querer de ser melhor. Não perderam a boa hospitalidade e o belo sorriso, embora menos brilhante, não menos genuíno.
É isto que marca a diferença de Portugal com o resto do mundo, não vamos para a rua gritar, resigna-mo-nos e continuamos a buscar no silêncio do medo dias melhores.
Depois da tempestade que foram os últimos meses desta república, sente-se o silêncio e a resignação dos marinheiros que observam o mar e escutam o silêncio e o murmúrio das calmas águas onde circula a caravela Portugal.
Na proa os marinheiros olham o mar a escutam o silêncio buscando o caminho. Nos seus olhos está espelhado o medo da incerteza do mar e dos perigos que espreitam por detrás da densa neblina.
Os rostos fechados e o espelho da alma resignada com os tempos de incerteza que todos sentimos.
O discurso dos portugueses mudou quando mudaram os rostos dos lideres, agora esperam que o futuro lhe traga ilhas com sereias e riquezas e oásis com águas refrescantes e boas tâmaras doces, mas também esperam dificuldades, sacrifícios e tempestades na sua vida.
Não é apenas o país, é também os dramas pessoais de cada um.
Somos os novos descobridores que desbravam caminhos na crise e encontram novos mundos.
Vejo a resignação, mas também também a vontade de lutar, de trabalhar e procurar por dias felizes, vejo também a esperança o querer de ser melhor. Não perderam a boa hospitalidade e o belo sorriso, embora menos brilhante, não menos genuíno.
É isto que marca a diferença de Portugal com o resto do mundo, não vamos para a rua gritar, resigna-mo-nos e continuamos a buscar no silêncio do medo dias melhores.
Fátima e o milagre do Sol
Fátima 13 de Maio de 2011: e em redor do sol um halo se formou.
Tantas vezes começamos uma conversa dizendo por coincidência....
Eu começo a não achar que as coincidências sejam isso mesmo. Não existem e as coisas acontecem para nos dar sinais sobre a vida e caminhos a seguir...
por coincidência no momento em que se celebrava a Eucaristia, e se apresentava na tela o Papa João Paulo II um halo se formou em torno do sol e muitos acreditaram. Felizes os que acreditam sem terem visto...
Assim rezará a história.
A fé move multidões, move países, cria revoluções!
O homem acredita no amanhã e por isso vive!
Os milagres acontecem porque as pessoas acreditam e o poder da mente é tal que não conhecemos o que a fé pode fazer à humanidade...
Perante a dificuldade, resta-nos acreditar, resta-nos lutar acreditando que amanhã seremos melhor.
Eis o sinal! acreditem e moverão montanhas, acreditem e amanhã será melhor. Pedi e ser vos à dado. A vossa determinação moverá o mundo.
Olhai para a espiritualidade como solução e não como acessório, se mudarmos mentalidades, mudaremos comportamentos e isso é o que precisamos para a humanidade, uma mudança radical de comportamentos.
Olhai para a vida de Jesus e vede como nos trouxe tanto ensinamento justo e belo ensinou nos a coisa mais preciosa do mundo: amai o próximo como a vós mesmos.
Tantas vezes começamos uma conversa dizendo por coincidência....
Eu começo a não achar que as coincidências sejam isso mesmo. Não existem e as coisas acontecem para nos dar sinais sobre a vida e caminhos a seguir...
por coincidência no momento em que se celebrava a Eucaristia, e se apresentava na tela o Papa João Paulo II um halo se formou em torno do sol e muitos acreditaram. Felizes os que acreditam sem terem visto...
Assim rezará a história.
A fé move multidões, move países, cria revoluções!
O homem acredita no amanhã e por isso vive!
Os milagres acontecem porque as pessoas acreditam e o poder da mente é tal que não conhecemos o que a fé pode fazer à humanidade...
Perante a dificuldade, resta-nos acreditar, resta-nos lutar acreditando que amanhã seremos melhor.
Eis o sinal! acreditem e moverão montanhas, acreditem e amanhã será melhor. Pedi e ser vos à dado. A vossa determinação moverá o mundo.
Olhai para a espiritualidade como solução e não como acessório, se mudarmos mentalidades, mudaremos comportamentos e isso é o que precisamos para a humanidade, uma mudança radical de comportamentos.
Olhai para a vida de Jesus e vede como nos trouxe tanto ensinamento justo e belo ensinou nos a coisa mais preciosa do mundo: amai o próximo como a vós mesmos.
Sobrevivemos em Portugal
O silêncio dos dias que arrasto pela crise são um pronuncio de mágoa!
A mágoa é maior, é mais sentida quando são os que amamos que nos ferem.
A mágoa de um pais que se sente traído pelos seus... é esta minha mágoa.
Todos nos sentimos traídos pelo regime. Sentimos nos como cordeiros que vão para o matadouro e de nada lhes vale berrar, gritar por justiça, quando de resposta temos a lei, imposta por um regime corrupto.
Não haverá misericórdia pelos cordeiros que se debatem todos os dias com as dificuldades da vida em Portugal.
Olho os olhos descrentes de um povo e choro.
Trabalhamos para manter um punhado de malandros senhores!
O sorriso forçado, os olhos turvos, a mão estendida, a cabeça baixa de um velho que se arrasta!
Um jovem que olha o mar sem ver futuro!
Uma mãe que luta por um pedaço de pão para o seu filho!
Que culpa tenho eu que trabalhei a vida inteira das asneiras dos outros para agora ficar sem futuro?
Pedem nos mais trabalho e de resposta temos o desemprego.
Pedem nos mais iniciativa privada e de resposta temos uma mão cheia de burocracias uma porta fechada do crédito!
Pedem salários mais baixos e de resposta temos inflação e fome.
Que culpa tenho eu das asneiras dos corruptos que nos desgovernam?
O desencanto encheu a minha vida e agora sobrevivo! Até quando?
A mágoa é maior, é mais sentida quando são os que amamos que nos ferem.
A mágoa de um pais que se sente traído pelos seus... é esta minha mágoa.
Todos nos sentimos traídos pelo regime. Sentimos nos como cordeiros que vão para o matadouro e de nada lhes vale berrar, gritar por justiça, quando de resposta temos a lei, imposta por um regime corrupto.
Não haverá misericórdia pelos cordeiros que se debatem todos os dias com as dificuldades da vida em Portugal.
Olho os olhos descrentes de um povo e choro.
Trabalhamos para manter um punhado de malandros senhores!
O sorriso forçado, os olhos turvos, a mão estendida, a cabeça baixa de um velho que se arrasta!
Um jovem que olha o mar sem ver futuro!
Uma mãe que luta por um pedaço de pão para o seu filho!
Que culpa tenho eu que trabalhei a vida inteira das asneiras dos outros para agora ficar sem futuro?
Pedem nos mais trabalho e de resposta temos o desemprego.
Pedem nos mais iniciativa privada e de resposta temos uma mão cheia de burocracias uma porta fechada do crédito!
Pedem salários mais baixos e de resposta temos inflação e fome.
Que culpa tenho eu das asneiras dos corruptos que nos desgovernam?
O desencanto encheu a minha vida e agora sobrevivo! Até quando?
Geração á rasca! A luta continua!
A democracia está viva!
Respiro de alivio ao ver que a democracia está viva e os portugueses não estão cegos, nem surdos, e acordam agora para a democracia! 37 anos depois do 25 de Abril!
A luta continua!
Eu não sou comunista nem apologista de comunismos. Eu acredito na democracia feita pelo povo, porque afinal o poder vem do povo, porque é o povo que paga os impostos que mantêm o sistema, que sustentam o estado. Se fossemos uma empresa éramos todos accionistas do Estado e então também temos direito a protestar e a mudar de gestores.
Portanto a nossa empresa que é Portugal está doente e temos de mudar a estratégia para voltarmos a crescer e sermos competitivos. Os gestores que temos à frente da empresa são corruptos e incompetentes, têm falta de capacidade de liderança, porque não motivam os trabalhadores a serem competitivos e não valorizam aqueles que são competentes.
Hoje 11 de Março (que lembra outras lutas sangrentas) estamos em vésperas de revoltas, revoltas que os comentadores, aqueles que fazem opinião e que não passam de capachos do sistema, apelidam de demagogia pura.
Eu pergunto-vos:
- é demagogia ter de estudar para ser escravo?
- É demagogia que as pessoas que estão descontentes possam ir para a rua lutar pelos seus direitos?
- É demagogia que o desemprego atinge milhares de jovens em Portugal, que sendo qualificados não têm onde trabalhar?
- é demagogia o trabalho precário, salários miseráveis, e que a independência dos jovens é cortada pela sociedade que não lhes dá oportunidades de terem uma família, porque não têm um sustento financeiro?
- Alguma destas razões é DEMAGOGIA DE QUEM APENAS FALA E PROTESTA CONTRA TUDO E NÃO APONTA SAÍDAS? É DEMAGOGIA?
Eu sei do que falo, sei porque estou lá nesse ponto! Estou no ponto da ruptura! Estou no ponto da revolta por um motivo muito simples: não só porque tenho qualificações e sou tratada como escrava, não só porque quero ser independente e continuo a depender da minha família para viver, não só porque apesar do meu ordenado, do meu esforço, da minha não extravagancia nas compras, continuo a passar dificuldades, continuo a contar tostões para comer, não só porque neste momento não tenho uma moeda na carteira para sequer tomar um café de 30 cêntimos, mas sobretudo porque vejo a corrupção que grassa em Portugal, os interesses económicos que se misturam com a política portuguesa e a justiça e os políticos da nação a agirem como se nada fosse.
Vejo políticos a agirem com propaganda de regime fascista que mostra grandes obras, ou obras nenhumas, como que anunciando a salvação da pátria, enquanto o país passa as passas do Algarve.
Vejo a justiça não apenas cega, mas surda e muda perante as evidências e os factos de corrupção e incompetência dos gestores e políticos portugueses.
Tenho de vos dizer meus amigos que ainda a procissão vai no adro.
Quando os preços dos alimentos subirem aliados ao preço do petróleo aí não teremos para comer.
O parco ordenado que temos e que se esvai em impostos, em rendas, em combustível, em luz e em juros não dará para comprar o pão para a boca.
Não é demagogia é a realidade senhores políticos e comentadores.
A geração à rasca, vai voltar a ser a geração que em meados do século XX passou mal por causa de uma guerra que não era nossa, mas que nos trouxe grandes reservas de ouro. Fome e ouro bela associação, e esta fome o que nos trará? Não será ouro, não serão rosas, das rosas irão ficar espinhos, mas acredito que serão espinhos que nos moldarão o espírito e o corpo e nos tornaram mais fortes para enfrentar as adversidades.
Espero que nos abram também a mente para sermos mulheres e homens melhores, mais solidários e justos, e mais empreendedores.
Aprendamos a dar valor ao que é nosso, a dar valor à experiência dos mais velhos e à história feita pelos nossos egrégios avós!
Viva a democracia! Viva a liberdade! Viva Portugal!
Respiro de alivio ao ver que a democracia está viva e os portugueses não estão cegos, nem surdos, e acordam agora para a democracia! 37 anos depois do 25 de Abril!
A luta continua!
Eu não sou comunista nem apologista de comunismos. Eu acredito na democracia feita pelo povo, porque afinal o poder vem do povo, porque é o povo que paga os impostos que mantêm o sistema, que sustentam o estado. Se fossemos uma empresa éramos todos accionistas do Estado e então também temos direito a protestar e a mudar de gestores.
Portanto a nossa empresa que é Portugal está doente e temos de mudar a estratégia para voltarmos a crescer e sermos competitivos. Os gestores que temos à frente da empresa são corruptos e incompetentes, têm falta de capacidade de liderança, porque não motivam os trabalhadores a serem competitivos e não valorizam aqueles que são competentes.
Hoje 11 de Março (que lembra outras lutas sangrentas) estamos em vésperas de revoltas, revoltas que os comentadores, aqueles que fazem opinião e que não passam de capachos do sistema, apelidam de demagogia pura.
Eu pergunto-vos:
- é demagogia ter de estudar para ser escravo?
- É demagogia que as pessoas que estão descontentes possam ir para a rua lutar pelos seus direitos?
- É demagogia que o desemprego atinge milhares de jovens em Portugal, que sendo qualificados não têm onde trabalhar?
- é demagogia o trabalho precário, salários miseráveis, e que a independência dos jovens é cortada pela sociedade que não lhes dá oportunidades de terem uma família, porque não têm um sustento financeiro?
- Alguma destas razões é DEMAGOGIA DE QUEM APENAS FALA E PROTESTA CONTRA TUDO E NÃO APONTA SAÍDAS? É DEMAGOGIA?
Eu sei do que falo, sei porque estou lá nesse ponto! Estou no ponto da ruptura! Estou no ponto da revolta por um motivo muito simples: não só porque tenho qualificações e sou tratada como escrava, não só porque quero ser independente e continuo a depender da minha família para viver, não só porque apesar do meu ordenado, do meu esforço, da minha não extravagancia nas compras, continuo a passar dificuldades, continuo a contar tostões para comer, não só porque neste momento não tenho uma moeda na carteira para sequer tomar um café de 30 cêntimos, mas sobretudo porque vejo a corrupção que grassa em Portugal, os interesses económicos que se misturam com a política portuguesa e a justiça e os políticos da nação a agirem como se nada fosse.
Vejo políticos a agirem com propaganda de regime fascista que mostra grandes obras, ou obras nenhumas, como que anunciando a salvação da pátria, enquanto o país passa as passas do Algarve.
Vejo a justiça não apenas cega, mas surda e muda perante as evidências e os factos de corrupção e incompetência dos gestores e políticos portugueses.
Tenho de vos dizer meus amigos que ainda a procissão vai no adro.
Quando os preços dos alimentos subirem aliados ao preço do petróleo aí não teremos para comer.
O parco ordenado que temos e que se esvai em impostos, em rendas, em combustível, em luz e em juros não dará para comprar o pão para a boca.
Não é demagogia é a realidade senhores políticos e comentadores.
A geração à rasca, vai voltar a ser a geração que em meados do século XX passou mal por causa de uma guerra que não era nossa, mas que nos trouxe grandes reservas de ouro. Fome e ouro bela associação, e esta fome o que nos trará? Não será ouro, não serão rosas, das rosas irão ficar espinhos, mas acredito que serão espinhos que nos moldarão o espírito e o corpo e nos tornaram mais fortes para enfrentar as adversidades.
Espero que nos abram também a mente para sermos mulheres e homens melhores, mais solidários e justos, e mais empreendedores.
Aprendamos a dar valor ao que é nosso, a dar valor à experiência dos mais velhos e à história feita pelos nossos egrégios avós!
Viva a democracia! Viva a liberdade! Viva Portugal!
A conquista do Douro
Sábado 7h da manhã.
O nevoeiro tomou conta da cidade, envolveu-a de tal modo que não vemos a mais de 100 metros.
8 da manhã e estou pronta para a aventura. As velhas botas rompidas nos pés, máquina na bolsa e bastão na mão, saio porta fora.
Começa a aventura no Douro.
Hoje vou a conduzir como tanto gosto.
Passei a minha infância de copiloto do meu pai e ganhei lhe o gosto da condução.
Para mim o carro é só como mais um membro e este fim de semana vai ser o meu companheiro de aventura.
Percorro Minho a Trás os Montes, a neve nos penhascos da serra d´Arga e na serra do Alvão e seguimos rumo à Régua. Por entre a neblina, que teima em não desistir vemos as as pontes que se estendem sobre o Douro e nos levam para a outra margem.
O Douro imponente recebe-nos amistoso, envolve-nos com suas águas calmas e serenamente enfeitiça-nos.
Subimos sempre seguindo as suas margens, nele se reflectem os montes redondos e esculpidos por socalcos escavados pelo homem ao longo de séculos.
Para onde olhemos vemos videiras, aqui e ali uma amendoeira em flor. Os socalcos criam feitios como um bordado que de quando em vez é pintado por uma casa pintado pelo xisto que é rei nesta terra.
Nesta altura do ano as videiras estão despidas, estão prontas para renascer para a vida na primavera.
Os meus olhos não se cansam em descobrir novas formas e novidades em cada curva que o Douro criou nestes montes redondos esculpidos pelo tempo e pelo homem.
Espanto! O silêncio poderia ser perfeito para dar um som a esta aventura, o silêncio da natureza onde o canto dos pássaros e o grito das cascatas que jorram da montanha e se precipitam no rio vão criando uma melodia harmoniosa.
Os meus olhos dizem que estou em paz neste momento.
Subir o Douro e descobrir o rio Tedo que se fundo ao Douro serpenteando numa dança que encanta o meu olhar.
Descubro as quintas do Douro vinhateiro. Sinto o paladar do vinho que as uvas e a alquimia do homem criaram num feitiço. Os cheiros e os sabores que nos levam pelos campos e pela floresta dos montes da Beira.
Estou nas minhas gentes, estou na minha Terra que é Portugal.
Agora que descanso o meu olhar nas águas compreendo a grandeza deste país.
Não há país no mundo que tenha a capacidade de ser tantos lugares ao mesmo tempo.
Praia, planície, montanhas de todas as formas, rios, cascatas, tudo se apresenta de forma esplendorosa e as gentes recebem-nos com um carinho que surpreende.
É assim Portugal, um misto de emoções em cada olhar. Um mundo para descobrir?
Sinto me uma turista na minha terra. Sinto me desconhecida, porque não te reconheço.
Do Alto do pinhão vejo os montes que se estendem no horizonte, as vinhas, as quintas o rio , tudo se estende a meus pés e até o sol veio para iluminar o meu olhar.
E assim descobri o Douro!
À beira do abismo(outra vez)
Os dias por vezes não são fáceis amigo...
Sinto me frustrada nos caminhos que segui. Sinto me frustrada nas escolhas que fiz, sinto-me assim sem eira nem beira.
Que depressão é essa? que ponto final é esse que me apresentas?
Lembro me que quando tinha 16-17 anos queria algo para mim que não podia estar mais longe daquilo a que cheguei hoje.
Culpa minha! Claro que é. Ninguém me obrigou a nada.
Nunca ninguém me obrigou a nada amigo. Posso dizê-lo livremente, ninguém me empurrou, escolhi tudo de minha livre e espontânea vontade.
Não sei se consigo levar isso de ânimo leve. Tenho culpa no cartório e era tão mais fácil dizer que alguém me levou a isto.
Procuro desculpas, procuramos todos os dias bodes expiatórios para as nossa falhas e eu não consigo encontrar um.
Nada mais triste ver o quanto falhámos na escolha dos caminhos que seguimos.
É desanimador para um peregrino chegar a meio do caminho e ver que se enganou e que segue num sentido oposto ao caminho a que se propôs.
Então segue outro caminho! Vai à procura de outro coisa, não fiques parada no tempo recriminando te por aquilo que erraste!
Meu caro companheiro isso é o que dirias a qualquer pessoa e porque não segues tu esse precioso conselho?
Porque te permites e essa provação? Inteligente capaz de seguir qualquer caminho a que te proponhas. Capaz de fazer algo que queiras, porque te recriminas e nada fazes para mudar.
Sinto sem ânimo. Sinto me um verme.
Posso resumir-me assim: sinto me um grão de areia do caminho espezinhado por todos.
Não me demarco dos outros grãos do caminho em nada. Sou um simples grão de areia que todos espezinham e ninguém vê.
A verdade é que não me sinto capaz de fazer nada diferente do que faço,mas não consigo demarcar com um talento, com um conhecimento especialmente capaz de se demarcar por exemplo numa entrevista de emprego.
Não sei o que faço aqui amigo, não sei porque estou aqui. Não se sinto especialmente útil para nada e especialmente necessária para nada.
Se eu desaparecesse nem davam por mim.
É assim que me sinto à beira do abismo.
Sinto me frustrada nos caminhos que segui. Sinto me frustrada nas escolhas que fiz, sinto-me assim sem eira nem beira.
Que depressão é essa? que ponto final é esse que me apresentas?
Lembro me que quando tinha 16-17 anos queria algo para mim que não podia estar mais longe daquilo a que cheguei hoje.
Culpa minha! Claro que é. Ninguém me obrigou a nada.
Nunca ninguém me obrigou a nada amigo. Posso dizê-lo livremente, ninguém me empurrou, escolhi tudo de minha livre e espontânea vontade.
Não sei se consigo levar isso de ânimo leve. Tenho culpa no cartório e era tão mais fácil dizer que alguém me levou a isto.
Procuro desculpas, procuramos todos os dias bodes expiatórios para as nossa falhas e eu não consigo encontrar um.
Nada mais triste ver o quanto falhámos na escolha dos caminhos que seguimos.
É desanimador para um peregrino chegar a meio do caminho e ver que se enganou e que segue num sentido oposto ao caminho a que se propôs.
Então segue outro caminho! Vai à procura de outro coisa, não fiques parada no tempo recriminando te por aquilo que erraste!
Meu caro companheiro isso é o que dirias a qualquer pessoa e porque não segues tu esse precioso conselho?
Porque te permites e essa provação? Inteligente capaz de seguir qualquer caminho a que te proponhas. Capaz de fazer algo que queiras, porque te recriminas e nada fazes para mudar.
Sinto sem ânimo. Sinto me um verme.
Posso resumir-me assim: sinto me um grão de areia do caminho espezinhado por todos.
Não me demarco dos outros grãos do caminho em nada. Sou um simples grão de areia que todos espezinham e ninguém vê.
A verdade é que não me sinto capaz de fazer nada diferente do que faço,mas não consigo demarcar com um talento, com um conhecimento especialmente capaz de se demarcar por exemplo numa entrevista de emprego.
Não sei o que faço aqui amigo, não sei porque estou aqui. Não se sinto especialmente útil para nada e especialmente necessária para nada.
Se eu desaparecesse nem davam por mim.
É assim que me sinto à beira do abismo.
REVOLTA DO OPRIMIDO
Quanto mais vejo telejornais, quanto mais leio noticias, mais cresce dentro de mim um ímpeto de mudar, uma necessidade de revolta, mas é uma revolta que ultrapassa os limites da razão, e passa para limites do irracional e onde só a emoção conta, onde vale tudo até matar se necessário.
Pelo mundo fora, agora neste se. XXI os extremismos agravam-se, a intolerância é maior do que até á um século atrás. O mundo evolui e volta sempre ao mesmo. A mente humana não desenvolve novas ideologias, novas formas de pensamento ou novos métodos, são mais do mesmo melhorado no seu pior. Formas de matar mais eficazes, formas de subjugar os povos mais eficientes, novos vícios, novas roupas e novos gestos, mas as mesma ideologias e os mesmos ódios.
Em tantos séculos de civilização nada muda. O homem desenvolveu a tecnologia, mas não desenvolveu o pensamento, a forma de agir e de ser. Tantos filósofos, tantas religiões não mudaram a forma de agir do ser humano, que se tornou num ser que além de ter a sua liberdade mais controlada do que á 100, 500, 2000 anos atrás, não reage, não pensa e não toma decisões por si.
Os líderes são corruptos e pensam neles não no povo, o povo sabe isto, vê isto na frente dos seus olhos e não age. A lei feita por esses senhores políticos, não age porque não é legal e nada se prova em tribunal, se um louco se revolta é punido, é calado logo e todos nós que sabemos disto continuamos calados a sofrer e a trabalhar para esses landlords do sec. XXI.
Cada dia que passa forma-se dentro de mim uma necessidade de revolta assassina. Serei só eu?
Pelo mundo fora, agora neste se. XXI os extremismos agravam-se, a intolerância é maior do que até á um século atrás. O mundo evolui e volta sempre ao mesmo. A mente humana não desenvolve novas ideologias, novas formas de pensamento ou novos métodos, são mais do mesmo melhorado no seu pior. Formas de matar mais eficazes, formas de subjugar os povos mais eficientes, novos vícios, novas roupas e novos gestos, mas as mesma ideologias e os mesmos ódios.
Em tantos séculos de civilização nada muda. O homem desenvolveu a tecnologia, mas não desenvolveu o pensamento, a forma de agir e de ser. Tantos filósofos, tantas religiões não mudaram a forma de agir do ser humano, que se tornou num ser que além de ter a sua liberdade mais controlada do que á 100, 500, 2000 anos atrás, não reage, não pensa e não toma decisões por si.
Os líderes são corruptos e pensam neles não no povo, o povo sabe isto, vê isto na frente dos seus olhos e não age. A lei feita por esses senhores políticos, não age porque não é legal e nada se prova em tribunal, se um louco se revolta é punido, é calado logo e todos nós que sabemos disto continuamos calados a sofrer e a trabalhar para esses landlords do sec. XXI.
Cada dia que passa forma-se dentro de mim uma necessidade de revolta assassina. Serei só eu?
A revolução vs Liberdade
A grande bandeira da República é a liberdade, essa liberdade de todos sermos participantes nas decisões de política de um país, mas o sistema democrático criou uma forma simplificada de liberdade, deu-nos o voto para escolhermos representantes que possam defender a nossa liberdade e os nossos direitos.
Esse sistema prova agora que está terminado, que está esgotado e viciado e não existem idiotas capazes de idealizar um novo conceito de democracia que nos dê a liberdade que realmente nunca tivemos.
Eu sou livre de votar em quem quiser? Não não sou, Ou sou livre de votar em quem os partidos quiserem que eu vote. E quem são os partidos? São instrumentos de grupos que defendem os seus próprios interesses.
Isto é a liberdade actual.
Não venham esses velhos leões actores de uma Revolução qualquer que dizem ter sido do povo, impor-nos conceitos de liberdade e dizer nos que lutaram pelo povo, lutaram pela democracia, porque até ao momento as provas dizem que os interesses do povo não foram acautelados apenas os da burguesia. O povo não ficou no poder, ficaram no poder apenas os representantes da burguesia que governa este país á séculos.
Isto é o que os portugueses percebem de forma simplista dizendo que são todos iguais.
Pois tendes razão, são todos iguais porque são sempre os mesmos, o que muda é apenas o nome, o conteúdo e forma são iguais. Lava se a cara ao indivíduo, fazem-se uns novos uniformes, uns novos selos, uma nova moeda e tudo permanece igual.
Engana-se o povo dizendo que a revolução foi do povo. A revolução foram meia dúzia de pessoas que encabeçaram uma procissão que seguiu atrás de uma vaca de fogo, como atrás de um Deus que lhe disseram traria a salvação.
E assim se esgota a energia de um povo, que nunca teve de facto energia. Não existe uma Maria da Fonte que vá para a rua com a enxada na mão para matar esses senhores que são falsos á Nação. Não existe porque o povo sempre foi guiado como carneiros, por um pastor, um líder, o resto são ovelhas tresmalhadas que berram berram, mas não mudam nada.
Ninguém segue ovelhas tresmalhadas, seguem o pastor que com mansas palavras e com promessas de pasto novo as guia.
O povo está neste impasse. Precisa de um louco que não pertença ao sistema, mas que lhe pareça um bom pastor.
Esse sistema prova agora que está terminado, que está esgotado e viciado e não existem idiotas capazes de idealizar um novo conceito de democracia que nos dê a liberdade que realmente nunca tivemos.
Eu sou livre de votar em quem quiser? Não não sou, Ou sou livre de votar em quem os partidos quiserem que eu vote. E quem são os partidos? São instrumentos de grupos que defendem os seus próprios interesses.
Isto é a liberdade actual.
Não venham esses velhos leões actores de uma Revolução qualquer que dizem ter sido do povo, impor-nos conceitos de liberdade e dizer nos que lutaram pelo povo, lutaram pela democracia, porque até ao momento as provas dizem que os interesses do povo não foram acautelados apenas os da burguesia. O povo não ficou no poder, ficaram no poder apenas os representantes da burguesia que governa este país á séculos.
Isto é o que os portugueses percebem de forma simplista dizendo que são todos iguais.
Pois tendes razão, são todos iguais porque são sempre os mesmos, o que muda é apenas o nome, o conteúdo e forma são iguais. Lava se a cara ao indivíduo, fazem-se uns novos uniformes, uns novos selos, uma nova moeda e tudo permanece igual.
Engana-se o povo dizendo que a revolução foi do povo. A revolução foram meia dúzia de pessoas que encabeçaram uma procissão que seguiu atrás de uma vaca de fogo, como atrás de um Deus que lhe disseram traria a salvação.
E assim se esgota a energia de um povo, que nunca teve de facto energia. Não existe uma Maria da Fonte que vá para a rua com a enxada na mão para matar esses senhores que são falsos á Nação. Não existe porque o povo sempre foi guiado como carneiros, por um pastor, um líder, o resto são ovelhas tresmalhadas que berram berram, mas não mudam nada.
Ninguém segue ovelhas tresmalhadas, seguem o pastor que com mansas palavras e com promessas de pasto novo as guia.
O povo está neste impasse. Precisa de um louco que não pertença ao sistema, mas que lhe pareça um bom pastor.
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