Quanto mais vejo telejornais, quanto mais leio noticias, mais cresce dentro de mim um ímpeto de mudar, uma necessidade de revolta, mas é uma revolta que ultrapassa os limites da razão, e passa para limites do irracional e onde só a emoção conta, onde vale tudo até matar se necessário.
Pelo mundo fora, agora neste se. XXI os extremismos agravam-se, a intolerância é maior do que até á um século atrás. O mundo evolui e volta sempre ao mesmo. A mente humana não desenvolve novas ideologias, novas formas de pensamento ou novos métodos, são mais do mesmo melhorado no seu pior. Formas de matar mais eficazes, formas de subjugar os povos mais eficientes, novos vícios, novas roupas e novos gestos, mas as mesma ideologias e os mesmos ódios.
Em tantos séculos de civilização nada muda. O homem desenvolveu a tecnologia, mas não desenvolveu o pensamento, a forma de agir e de ser. Tantos filósofos, tantas religiões não mudaram a forma de agir do ser humano, que se tornou num ser que além de ter a sua liberdade mais controlada do que á 100, 500, 2000 anos atrás, não reage, não pensa e não toma decisões por si.
Os líderes são corruptos e pensam neles não no povo, o povo sabe isto, vê isto na frente dos seus olhos e não age. A lei feita por esses senhores políticos, não age porque não é legal e nada se prova em tribunal, se um louco se revolta é punido, é calado logo e todos nós que sabemos disto continuamos calados a sofrer e a trabalhar para esses landlords do sec. XXI.
Cada dia que passa forma-se dentro de mim uma necessidade de revolta assassina. Serei só eu?
"Aqui, deposta enfim a minha imagem,/ Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,/ No interior das coisas canto nua./ Aqui livre sou eu - eco da lua/ E dos jardins, os gestos recebidos/ E o tumulto dos gestos pressentidos,/ Aqui sou eu em tudo quanto amei." Sophia de Mello Breyner
A revolução vs Liberdade
A grande bandeira da República é a liberdade, essa liberdade de todos sermos participantes nas decisões de política de um país, mas o sistema democrático criou uma forma simplificada de liberdade, deu-nos o voto para escolhermos representantes que possam defender a nossa liberdade e os nossos direitos.
Esse sistema prova agora que está terminado, que está esgotado e viciado e não existem idiotas capazes de idealizar um novo conceito de democracia que nos dê a liberdade que realmente nunca tivemos.
Eu sou livre de votar em quem quiser? Não não sou, Ou sou livre de votar em quem os partidos quiserem que eu vote. E quem são os partidos? São instrumentos de grupos que defendem os seus próprios interesses.
Isto é a liberdade actual.
Não venham esses velhos leões actores de uma Revolução qualquer que dizem ter sido do povo, impor-nos conceitos de liberdade e dizer nos que lutaram pelo povo, lutaram pela democracia, porque até ao momento as provas dizem que os interesses do povo não foram acautelados apenas os da burguesia. O povo não ficou no poder, ficaram no poder apenas os representantes da burguesia que governa este país á séculos.
Isto é o que os portugueses percebem de forma simplista dizendo que são todos iguais.
Pois tendes razão, são todos iguais porque são sempre os mesmos, o que muda é apenas o nome, o conteúdo e forma são iguais. Lava se a cara ao indivíduo, fazem-se uns novos uniformes, uns novos selos, uma nova moeda e tudo permanece igual.
Engana-se o povo dizendo que a revolução foi do povo. A revolução foram meia dúzia de pessoas que encabeçaram uma procissão que seguiu atrás de uma vaca de fogo, como atrás de um Deus que lhe disseram traria a salvação.
E assim se esgota a energia de um povo, que nunca teve de facto energia. Não existe uma Maria da Fonte que vá para a rua com a enxada na mão para matar esses senhores que são falsos á Nação. Não existe porque o povo sempre foi guiado como carneiros, por um pastor, um líder, o resto são ovelhas tresmalhadas que berram berram, mas não mudam nada.
Ninguém segue ovelhas tresmalhadas, seguem o pastor que com mansas palavras e com promessas de pasto novo as guia.
O povo está neste impasse. Precisa de um louco que não pertença ao sistema, mas que lhe pareça um bom pastor.
Esse sistema prova agora que está terminado, que está esgotado e viciado e não existem idiotas capazes de idealizar um novo conceito de democracia que nos dê a liberdade que realmente nunca tivemos.
Eu sou livre de votar em quem quiser? Não não sou, Ou sou livre de votar em quem os partidos quiserem que eu vote. E quem são os partidos? São instrumentos de grupos que defendem os seus próprios interesses.
Isto é a liberdade actual.
Não venham esses velhos leões actores de uma Revolução qualquer que dizem ter sido do povo, impor-nos conceitos de liberdade e dizer nos que lutaram pelo povo, lutaram pela democracia, porque até ao momento as provas dizem que os interesses do povo não foram acautelados apenas os da burguesia. O povo não ficou no poder, ficaram no poder apenas os representantes da burguesia que governa este país á séculos.
Isto é o que os portugueses percebem de forma simplista dizendo que são todos iguais.
Pois tendes razão, são todos iguais porque são sempre os mesmos, o que muda é apenas o nome, o conteúdo e forma são iguais. Lava se a cara ao indivíduo, fazem-se uns novos uniformes, uns novos selos, uma nova moeda e tudo permanece igual.
Engana-se o povo dizendo que a revolução foi do povo. A revolução foram meia dúzia de pessoas que encabeçaram uma procissão que seguiu atrás de uma vaca de fogo, como atrás de um Deus que lhe disseram traria a salvação.
E assim se esgota a energia de um povo, que nunca teve de facto energia. Não existe uma Maria da Fonte que vá para a rua com a enxada na mão para matar esses senhores que são falsos á Nação. Não existe porque o povo sempre foi guiado como carneiros, por um pastor, um líder, o resto são ovelhas tresmalhadas que berram berram, mas não mudam nada.
Ninguém segue ovelhas tresmalhadas, seguem o pastor que com mansas palavras e com promessas de pasto novo as guia.
O povo está neste impasse. Precisa de um louco que não pertença ao sistema, mas que lhe pareça um bom pastor.
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