O silêncio dos dias que arrasto pela crise são um pronuncio de mágoa!
A mágoa é maior, é mais sentida quando são os que amamos que nos ferem.
A mágoa de um pais que se sente traído pelos seus... é esta minha mágoa.
Todos nos sentimos traídos pelo regime. Sentimos nos como cordeiros que vão para o matadouro e de nada lhes vale berrar, gritar por justiça, quando de resposta temos a lei, imposta por um regime corrupto.
Não haverá misericórdia pelos cordeiros que se debatem todos os dias com as dificuldades da vida em Portugal.
Olho os olhos descrentes de um povo e choro.
Trabalhamos para manter um punhado de malandros senhores!
O sorriso forçado, os olhos turvos, a mão estendida, a cabeça baixa de um velho que se arrasta!
Um jovem que olha o mar sem ver futuro!
Uma mãe que luta por um pedaço de pão para o seu filho!
Que culpa tenho eu que trabalhei a vida inteira das asneiras dos outros para agora ficar sem futuro?
Pedem nos mais trabalho e de resposta temos o desemprego.
Pedem nos mais iniciativa privada e de resposta temos uma mão cheia de burocracias uma porta fechada do crédito!
Pedem salários mais baixos e de resposta temos inflação e fome.
Que culpa tenho eu das asneiras dos corruptos que nos desgovernam?
O desencanto encheu a minha vida e agora sobrevivo! Até quando?
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