Vem!
Senta o rabo nesse cepo e ouve bem: olha para dentro de ti e ouve o que vai na tua alma!
Não te ponhas com esse sorriso vago, nem que chores...não importa!
Olha o mundo que te rodeia, o que vês daqui deste velho monte?
As nuvens no horizonte..que belas! Parecem tufos de algodão que variam entre o branco e o azul cinza! As serras que se pintam nos topos de branco! As aves que planam no horizonte! As lebres que se escondem nos arbustos...
Ali ao fundo vê! A cascata que se precipita para o abismo do vale.
Aqui sobre nós os carvalhos que nos abraçam com a sua sombra.
Que podes querer mais do que isto?
Olha para ti...olha as tuas mãos, tens força, tens pernas que podem caminhar, tens cabeça para pensar. O que te leva a entrar nessa escuridão?
Abre os olhos da alma e vê como o mundo é belo, vê como a luz que brilha é linda e nada a fará parar de brilhar, nada parará o sol de brilhar todas as manhãs, sabes porquê? Apenas o sol é senhor do seu destino e enquanto ele quiser brilhar, brilhará!
O que te leva a desistir de ti? Nada nem ninguém podem desistir de ti, apenas tu podes! Ninguém caminhará pelos teus pés! Ninguém te empurrará para o abismo, apenas tu!
Escolhemos o que somos, quem somos, o que temos, quem disser o contrário esconde se de si!
Conhece te a ti mesmo! Levanta esse rabo do cepo e caminha!
"Aqui, deposta enfim a minha imagem,/ Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,/ No interior das coisas canto nua./ Aqui livre sou eu - eco da lua/ E dos jardins, os gestos recebidos/ E o tumulto dos gestos pressentidos,/ Aqui sou eu em tudo quanto amei." Sophia de Mello Breyner
Serradura - Mário de Sá Carneiro
A
minha vida sentou-se
E não há quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.
E ei-la, a mona, lá está,
Estendida, a perna traçada,
No indindável sofá
Da minha Alma estofada.
Pois é assim: a minha Alma
Outrora a sonhar de Rússias,
Espapaçou-se de calma,
E hoje sonha só pelúcias.
Vai aos Cafés, pede um bock,
Lê o > de castigo,
E não há nenhum remoque
Que a regresse ao Oiro antigo:
Dentro de mim é um fardo
Que não pesa, mas que maça:
O zumbido dum moscardo,
Ou comichão que não passa.
Folhetim da >
Pelo nosso Júlio Dantas
—Ou qualquer coisa entre tantas
Duma antipatia igual…
O raio já bebe vinho,
Coisa que nunca fazia,
E fuma o seu cigarrinho
Em plena burocracia!…
Qualquer dia, pela certa,
Quando eu mal me precate,
É capaz dum disparate,
Se encontra a porta aberta…
Isto assim não pode ser…
Mas como achar um remédio?
— Pra acabar este intermédio
Lembrei-me de endoidecer:
O que era fácil — partindo
Os móveis do meu hotel,
Ou para a rua saindo
De barrete de papel
A gritar >…
Mas a minha Alma, em verdade,
Não merece tal façanha,
Tal prova de lealdade…
Vou deixá-la— decidido —
No lavabo dum Café,
Como um anel esquecido.
É um fim mais raffiné.
Mário de Sá-Carneiro
E não há quem a levante,
Que desde o Poente ao Levante
A minha vida fartou-se.
E ei-la, a mona, lá está,
Estendida, a perna traçada,
No indindável sofá
Da minha Alma estofada.
Pois é assim: a minha Alma
Outrora a sonhar de Rússias,
Espapaçou-se de calma,
E hoje sonha só pelúcias.
Vai aos Cafés, pede um bock,
Lê o > de castigo,
E não há nenhum remoque
Que a regresse ao Oiro antigo:
Dentro de mim é um fardo
Que não pesa, mas que maça:
O zumbido dum moscardo,
Ou comichão que não passa.
Folhetim da >
Pelo nosso Júlio Dantas
—Ou qualquer coisa entre tantas
Duma antipatia igual…
O raio já bebe vinho,
Coisa que nunca fazia,
E fuma o seu cigarrinho
Em plena burocracia!…
Qualquer dia, pela certa,
Quando eu mal me precate,
É capaz dum disparate,
Se encontra a porta aberta…
Isto assim não pode ser…
Mas como achar um remédio?
— Pra acabar este intermédio
Lembrei-me de endoidecer:
O que era fácil — partindo
Os móveis do meu hotel,
Ou para a rua saindo
De barrete de papel
A gritar >…
Mas a minha Alma, em verdade,
Não merece tal façanha,
Tal prova de lealdade…
Vou deixá-la— decidido —
No lavabo dum Café,
Como um anel esquecido.
É um fim mais raffiné.
Mário de Sá-Carneiro
Nascer! Não, quero voltar para casa!
Pergunto se é possível recomeçar de
novo?
Alguém me respondeu: não é
recomeçar, é nascer!
Nascer de novo?
Nascer, nascer mesmo!Você não nasceu
ainda! Você contraria a vida desde o momento em que nasceu! Você
não queria nascer e recusa se a viver! Tem de nascer!!!
Tenho de nascer de novo? Mas como?
Voltar á barriga da mãe e nascer outra vês?!
Mas se tenho 32 anos como posso nascer
de novo? Como posso voltar ao zero? Como posso voltar a nascer?!
Se alguém me souber responder eu
agradeço!
É porque eu não queira nascer e
alguém me abrigou a nascer! Alguém me empurrou e disse: é a tua
oportunidade, pronta ou não ou vais agora ou ficas! E atiraram -me
para este corpo!
Quando nasci chorei que nem uma
desalmada durante horas! Calei de cansaço! Durante 32 anos vive na
tristeza e na sombra e agora percebi que a minha vida era apenas uma
ilusão!
Esperei um milagre e não aconteceu,
sempre que me tentava erguer de novo e vida me empurrava, era como se
Deus me castigasse e se risse na minha cara sempre que me tentava
erguer, ele empurrava-me assim dessa forma de putos que passam o
tempo a bater nos mais fracos!
Foi assim que a vida passou o tempo a
divertir-se comigo...empurrando o mais fraco...no fundo desde sempre
que sofri bulling de Deus e dos humanos...sinto-me uma criança que
foi sovada pelos seus pares e também pelos seus superiores...
Esperei um milagre e não aconteceu,
existia uma réstia de esperança e até isso me foi tirado, era
apenas uma ilusão, não era o oásis que via, era uma miragem, não
era a luz no fundo do túnel que via era apenas um cisco no olho que
me iludia!
Um judeu disse um dia que eu nunca
seria ninguém na vida e acertou, o homem olhou para mim e disse:
coitada, será sempre um zero á esquerda, é uma fraca! Aquilo ficou
me na memória! o velho tinha razão!
Agora sentei-me na borda da estrada da
vida e alguém me diz: é uma folha numa poça de lama! Passou a vida
na poça! Quer sair de lá?
Não! Não pedi esta vida! Quero voltar
para casa! Não! Não quero nascer, nunca quis e não quero! Quero
voltar para casa!
Quanto tempo falta? Só quero voltar
para casa!
Não pedi para nascer e Deus insiste no
erro de me ter por cá! Brinca comigo e com os meus sentimentos!
Espero sentada na borda da poça que ele me leve! A folha perdeu a
verdura e agora está ressequida pelo tempo e pelo sol! Está morta
por dentro, nada a fará voltar á vida! Será apenas pó que voltará
á terra, apenas resiste o espírito!
Quero voltar para casa! Podes levar-me de novo para lá?
Caramulo a serra mais linda!
Caminhei até ao alto da montanha e
quando lá cheguei pasmei de admiração!
Do alto via o mar que se estendia pelo
horizonte e atrás de mim um vale imenso até à cordilheira central
faziam perder a vista.
O topo do mundo, faria aqui uma tenda e
morreria aqui entre as rochas que se erguem abruptas e conversam
entre si histórias antigas...nos campos verdes entre elas as
borboletas dançam, vivem, nascem e morrem saltando de flor em flor.
As rochas parecem ter vida e
enfeitam-se de flores...
Posso percorrer todas as serras de
Portugal e nenhuma me dá a emoção que esta dá!
Tantas serras galguei e nenhuma me deu
esta sensação de poder! Procurei em todas elas sentir isto e nada
nem nenhuma me deu o que me dás!
Senhora do mundo! Invencibilidade, nada
nem ninguém me pode ferir e ninguém perceberá o que sinto agora,
porque para perceber teriam de estar aqui no topo da montanha e olhar
com olhos de amor!
Poucos são os que olham com olhos de
amor e poucos são os que olhariam para estas rochas e veriam velhos
conhecidos conversando entre si...poucos veriam um peneireiro planando
no azul do céu procurando a presa...o gaio escondido no ramo da
árvore...e a borboleta que teima em pousar no meu rosto...e a brisa
do vento que me acaricia a pele graciosamente e sussurra no meu
ouvido: amor!
Poucos percebem isto que digo, porque
poucos sentem e vêm com o coração...
Não existe outra como tu que de teu
nome antigo Alcoba e hoje Caramulo!
Não falam por ti as gentes, falas tu
com o teu grito de beleza!
Não é a grandeza que te enche de glória, não são os riachos que te dão vida, é o mar que te namora ao pôr do sol, é a Estrela que te inveja, porque não pode namorar o mar, é o vale que dá te a profundidade do ser, é a neblina da manhã que dá o sonho nas nuvens...é o vento que te acaricia e te conta histórias do mundo...é a simplicidade do olhar com que vês as beiras e unes o campo e o mar!
O que te dá vida é a tua solidão que te destacou das restantes e dela fizeste a força que te torna enorme!
Não é a grandeza que te enche de glória, não são os riachos que te dão vida, é o mar que te namora ao pôr do sol, é a Estrela que te inveja, porque não pode namorar o mar, é o vale que dá te a profundidade do ser, é a neblina da manhã que dá o sonho nas nuvens...é o vento que te acaricia e te conta histórias do mundo...é a simplicidade do olhar com que vês as beiras e unes o campo e o mar!
O que te dá vida é a tua solidão que te destacou das restantes e dela fizeste a força que te torna enorme!
És única e perfeita, de ti vem a força
que me faz caminhar e sempre que a tristeza queima o meu olhar, vejo no mar o sol e no vale as nuvens que me fazem sonhar!
Os loucos e os sãos
Aos loucos tudo lhes é permitido!
Os loucos podem matar e são dados como
inimputáveis! Podem roubar, e são dados como possuídos de um
distúrbio mental!
Os loucos podem tratar os outros como
lixo e tudo lhes é perdoado, porque são pessoas mal amadas.
Aos sãos de juízo nada é permitido!
Quando um são e bom de coração perde
a paciência com os loucos, diz se que é uma pessoa má!
Aos sãos nada lhes é perdoado, têm
de manter a dignidade nem que sejam insultados, desprezados e enxovalhados pelos loucos!
Este mundo está virado do avesso!
Mudam se as regras, mudam-se os valores por conveniências, fazem se
conhecimentos por conveniências, por favores e não por
amor...juntam-se interesses e não valores...
Os sãos aguentam as iras do mundo
louco no silêncio dos dias e na tortura das noites...
Os loucos enfeitam-se de galas e riem
do mal que causam com uma indiferença arrepiante.
Arrepia perceber que quando alguém faz
sofrer o outro não sente culpa, não sente nada a não ser desprezo
e indiferença...arrepia perceber a maldade nos homens. Arrepia
perceber a crueldade dos homens que de facto não têm coração, têm
pedras no lugar do coração e agem com uma frieza e desprovidos de
sentimentos nobres...
Por mais que um coração possa ter
sofrido não pode ser imune á dor do outro, não pode ser imune ao
mal que causa em quem nunca lhe fez mal. A isso chama-se crueldade e
maldade. Corações assim não são corações, são maldições, são
pessoas desprovidas de bem, são pessoas que não sabem amar nem a
si, nem aos seus!
A maldade que arrasta o mundo arrasta o
bem...sociedade impura e inculta em que vivemos! Nunca pensei que a
maldade nos corações do comum mortal pudesse ser tanta e tão bem
disfarçada!
O mundo é dos loucos e dos negros de
coração! Mas a esses lhes será dado o que eles mais têm: a
tristeza que os que rirem do mal merecem...esses que se vangloriam
com o mal dos outros sofrem aqui e agora o mal e a dor que tanto
espalham...
O inferno é aqui e aqui se pagará o
bom e mal que dermos ao próximo. Já vi isto acontecer tantas vezes
e por vezes de forma tão dolorosa que excedeu as minhas piores
expectativas.
Não me deixa feliz o sofrimento dos
outros, mas pior fico com a dor que me causam.
A Deus peço que dê aos maus de
coração amor, para mudarem o ímpeto, mas se isso não for suficiente para mudarem, então Senhor dá lhes a dor para reconhecerem o mal
que aos outros causam. Amém!
O SEGREDO PARA SER FELIZ
Há muitos e muitos anos, vivia na Índia um sábio, de quem se dizia que guardava em um cofre encantado, um grande segredo, que o fazia ser vencedor em todos os aspectos da vida, e por isso se considerava o homem mais feliz do mundo.
Muitos reis, com inveja, ofereceram a ele poder e dinheiro pelo cofre, e até tentaram roubá-lo, mas em vão. Quanto mais eles queriam o cofre, mais infelizes se tornavam, pois a inveja não os deixava viver. Assim os anos foram-se passando, e o sábio era cada dia mais feliz.
Um dia, um menino chegou até o sábio e disse-lhe: - Também gostaria de ser sábio como o senhor. Por que não me ensina o que devo fazer para conseguir a felicidade?
O sábio, ao ver a simplicidade e pureza do menino, disse-lhe:
- Eu vou te ensinar o segredo da felicidade.
- Venha comigo e preste bastante atenção. Na verdade, são dois os cofres onde guardo o segredo para ser feliz. Os nomes dos cofres são mente e coração, e o grande segredo, não é nada mais, nada menos, do que uma série de passos que você deve seguir por toda a vida..
O primeiro passo é saber que existe a PRESENÇA DE DEUS em todas as coisas da vida; portanto deves amá-Lo e dar graças a Ele, por tudo o que tens.
O segundo passo é que deves amar a ti mesmo, e todos os dias, ao levantar e deitar, deves afirmar: eu sou importante, eu sou capaz, eu tenho valor, eu sou inteligente, eu sou carinhoso, eu espero muito de mim, e não há obstáculo que eu não possa vencer. Isto se chama AUTO ESTIMA.
Terceiro passo - Você deve pôr em prática todas as suas afirmações. Por exemplo, se você se acha inteligente, deve agir com inteligência; se você crê que é capaz, faça o que se propôs fazer. Se você ainda não estabeleceu metas em sua vida, trate de estabelecê-las e lute por elas, até conseguir atingi-las. Este passo se chama MOTIVAÇÃO.
O quarto passo consiste em NÃO TER INVEJA DE NINGUÉM, seja pelo que os outros possuam, ou pelo que são. Eles já alcançaram a sua meta. Agora, lute você por alcançar a sua.
O quinto passo é que não deve GUARDAR RANCOR em seu coração, contra ninguém. Este sentimento não te fará feliz. Deixe que as leis de Deus façam justiça. PERDOE E ESQUEÇA.
Sexto Passo. Não deves pegar o que não é seu. Lembre-se que de acordo com as leis da natureza, amanhã será tirado de você algo de maior valor.
O sétimo passo é: NÃO MALTRATES A NINGUÉM. Todos os seres criados têm direito ao respeito, amor e carinho.
E por último... acorde sempre com um sorriso nos lábios, observe ao teu redor e descubra o lado bom e bonito de cada coisa. Pense em quão afortunado você é, em ter tudo o que tem, e ajude ao próximo, sem esperar recompensa.
Olhe as pessoas e descubra nelas qualidades, e dê também a elas o segredo para serem vencedoras, porque só assim todos poderemos ser MUITO FELIZES!!!
Muitos reis, com inveja, ofereceram a ele poder e dinheiro pelo cofre, e até tentaram roubá-lo, mas em vão. Quanto mais eles queriam o cofre, mais infelizes se tornavam, pois a inveja não os deixava viver. Assim os anos foram-se passando, e o sábio era cada dia mais feliz.
Um dia, um menino chegou até o sábio e disse-lhe: - Também gostaria de ser sábio como o senhor. Por que não me ensina o que devo fazer para conseguir a felicidade?
O sábio, ao ver a simplicidade e pureza do menino, disse-lhe:
- Eu vou te ensinar o segredo da felicidade.
- Venha comigo e preste bastante atenção. Na verdade, são dois os cofres onde guardo o segredo para ser feliz. Os nomes dos cofres são mente e coração, e o grande segredo, não é nada mais, nada menos, do que uma série de passos que você deve seguir por toda a vida..
O primeiro passo é saber que existe a PRESENÇA DE DEUS em todas as coisas da vida; portanto deves amá-Lo e dar graças a Ele, por tudo o que tens.
O segundo passo é que deves amar a ti mesmo, e todos os dias, ao levantar e deitar, deves afirmar: eu sou importante, eu sou capaz, eu tenho valor, eu sou inteligente, eu sou carinhoso, eu espero muito de mim, e não há obstáculo que eu não possa vencer. Isto se chama AUTO ESTIMA.
Terceiro passo - Você deve pôr em prática todas as suas afirmações. Por exemplo, se você se acha inteligente, deve agir com inteligência; se você crê que é capaz, faça o que se propôs fazer. Se você ainda não estabeleceu metas em sua vida, trate de estabelecê-las e lute por elas, até conseguir atingi-las. Este passo se chama MOTIVAÇÃO.
O quarto passo consiste em NÃO TER INVEJA DE NINGUÉM, seja pelo que os outros possuam, ou pelo que são. Eles já alcançaram a sua meta. Agora, lute você por alcançar a sua.
O quinto passo é que não deve GUARDAR RANCOR em seu coração, contra ninguém. Este sentimento não te fará feliz. Deixe que as leis de Deus façam justiça. PERDOE E ESQUEÇA.
Sexto Passo. Não deves pegar o que não é seu. Lembre-se que de acordo com as leis da natureza, amanhã será tirado de você algo de maior valor.
O sétimo passo é: NÃO MALTRATES A NINGUÉM. Todos os seres criados têm direito ao respeito, amor e carinho.
E por último... acorde sempre com um sorriso nos lábios, observe ao teu redor e descubra o lado bom e bonito de cada coisa. Pense em quão afortunado você é, em ter tudo o que tem, e ajude ao próximo, sem esperar recompensa.
Olhe as pessoas e descubra nelas qualidades, e dê também a elas o segredo para serem vencedoras, porque só assim todos poderemos ser MUITO FELIZES!!!
in Portal Vida Consciente
Nota mental: ler todos os dias e seguir à risca
Orando
Meu Deus dá me paciência para esperar
pelo amanhã!
Meu Deus dá me luz para ver a verdade
do hoje!
Meu Deus dá me vontade de lutar pela
felicidade!
Meu Deus dá me serenidade para
silenciar o medo!
Meu Deus dá me a coragem para caminhar
na penumbra!
Meu Deus dá me silêncio para não
pensar no passado!
Meu Deus dá me a vida para viver o
presente sem julgar o passado e recear o futuro!
Meu Deus dá me um sonho para cumprir!
Meu Deus dá me o Teu amor, e Teu
abraço, o Teu calor para que eu não sinta a frieza dos dias!
Meu Deus dá me um sinal que me ouves e me escutas, porque estou cega e surda e não vejo mais do que a minha dor alcança!
Tudo muda
A chuva cai lá fora e eu aqui dentro sentada esperando...
Espero as horas que passam, espero a vida que passa...
Passam imagens na minha frente, vejo as escolhas que fiz ...
Vejo que todas elas fazem tanto sentido, como o sentido da vida.
Vivo o dia da chuva que passa e que amanhã será o sol do meio dia.
Dia a dia tudo se renova e tudo se transforma.
A natureza transforma e dentro de mim tudo muda.
O que sou hoje não serei amanhã e compreender isso é compreender a vida!
Somos uma permanente mudança, como as estações mudam, como as árvores mudam, muda se o sentido dos dias.
Temos de morrer para viver, tal como a semente que cai na terra terá de morrer para erguer uma árvore que dará frutos, que tornarão a morrer para dar vida!
Quando a vida nos empurra!
Por vezes quando parecemos ter finalmente encontrado a estabilidade vem a vida e empurra nos para um novo desafio...
Trilhamos o caminho com maior ou menor dificuldade, mas quando teimamos em sentar nos no caminho e ficar esperando, vem a vida essa madrasta má de contos de fadas e empurra-nos com a barriga quando teimamos em não avançar para um outro local.
Empurra em frente directo ao objectivo, mas normalmente obriga a trepar o obstáculo que teimamos em contornar.
Bato de frente e dói para burro! Aiiii! Depois, devagar, levanto a cabeça, olho em redor e percebo que estou na ravina. Olho em frente e vejo a montanha para trepar..olho para trás e vejo o pântano do passado... Seguir em frente é difícil, mas é a solução.
Olhos ao céu e agora chove miudinho... Maldigo a vida, essa madrasta! Maldigo a Deus que parece ter me abandonado, e lá no fundo uma voz sussurra baixinho: essa chuva é para lavar as feridas da queda.
Pego num ramo de árvore velho e tento erguer o corpo dorido. Aiii! Uiii! DÓI!! Tenho de me abrigar da chuva, preciso de refúgio, um conforto agora seria bom... Uma voz diz: não estás sozinho, tens sempre alguém que te pode dar a mão. Mas a vontade de te erguer tem de ser tua.
Arrasto-me para o abrigo de uma velha árvore com seus ramos imensos, que emana sabedoria e me acolhe no seu silêncio e sinto conforto.
Agora protegida da chuva, choro baixinho as mágoas e a árvore abraça me com maior intensidade, posso sentir o seu amor. Adormeço...
De manhã o sol desperta-me num raio que espreita por entre as folhas. Toca-me levemente e vou despertando das dores da noite...vou tentando mexer os membros doridos. O que mais dói é o coração ferido
...levanta-te! Não consigo! Não me consigo mexer! Mexe-te! Vais ver que quando começares a andar irá ser melhor do que agora que estás nesse chão frio!
Procuro um ombro e encontro um ramo caído que me arrastou para ali e sem firmeza tento erguer me...caio...grito: Não!
Coragem! Tens de ter força! Agarra esta mão e levanta te! Agora com firmeza agarro o ramo e de um salto ergo o corpo! Sabe bem! Sabe tão bem estar de novo em pé! Parece que me libertei de um peso! Tudo parece melhor agora! Não entendo! Tento dar um passo: Aii! Ainda não está firme!
Outro passo: Uii! Outro passo! Tu consegues!
Caminho...lá em cima os pássaros voam..as cascatas de água caem pela fraga que terei de subir...as folhas dançam...tudo parece diferente e tão belo agora... Apetece caminhar e descobrir o que estará no topo da montanha...
Subindo, escalando a montanha recomeço o caminho para o topo...não será fácil, mas sei que não estou só, tenho a Vontade a meu lado!
Trilhamos o caminho com maior ou menor dificuldade, mas quando teimamos em sentar nos no caminho e ficar esperando, vem a vida essa madrasta má de contos de fadas e empurra-nos com a barriga quando teimamos em não avançar para um outro local.
Empurra em frente directo ao objectivo, mas normalmente obriga a trepar o obstáculo que teimamos em contornar.
Bato de frente e dói para burro! Aiiii! Depois, devagar, levanto a cabeça, olho em redor e percebo que estou na ravina. Olho em frente e vejo a montanha para trepar..olho para trás e vejo o pântano do passado... Seguir em frente é difícil, mas é a solução.
Olhos ao céu e agora chove miudinho... Maldigo a vida, essa madrasta! Maldigo a Deus que parece ter me abandonado, e lá no fundo uma voz sussurra baixinho: essa chuva é para lavar as feridas da queda.
Pego num ramo de árvore velho e tento erguer o corpo dorido. Aiii! Uiii! DÓI!! Tenho de me abrigar da chuva, preciso de refúgio, um conforto agora seria bom... Uma voz diz: não estás sozinho, tens sempre alguém que te pode dar a mão. Mas a vontade de te erguer tem de ser tua.
Arrasto-me para o abrigo de uma velha árvore com seus ramos imensos, que emana sabedoria e me acolhe no seu silêncio e sinto conforto.
Agora protegida da chuva, choro baixinho as mágoas e a árvore abraça me com maior intensidade, posso sentir o seu amor. Adormeço...
De manhã o sol desperta-me num raio que espreita por entre as folhas. Toca-me levemente e vou despertando das dores da noite...vou tentando mexer os membros doridos. O que mais dói é o coração ferido
...levanta-te! Não consigo! Não me consigo mexer! Mexe-te! Vais ver que quando começares a andar irá ser melhor do que agora que estás nesse chão frio!
Procuro um ombro e encontro um ramo caído que me arrastou para ali e sem firmeza tento erguer me...caio...grito: Não!
Coragem! Tens de ter força! Agarra esta mão e levanta te! Agora com firmeza agarro o ramo e de um salto ergo o corpo! Sabe bem! Sabe tão bem estar de novo em pé! Parece que me libertei de um peso! Tudo parece melhor agora! Não entendo! Tento dar um passo: Aii! Ainda não está firme!
Outro passo: Uii! Outro passo! Tu consegues!
Caminho...lá em cima os pássaros voam..as cascatas de água caem pela fraga que terei de subir...as folhas dançam...tudo parece diferente e tão belo agora... Apetece caminhar e descobrir o que estará no topo da montanha...
Subindo, escalando a montanha recomeço o caminho para o topo...não será fácil, mas sei que não estou só, tenho a Vontade a meu lado!
Cair em queda livre
Hoje não sei explicar o que sinto! É como se depois de tomar uma droga a adrenalina que me fez subir ao limite tivesse desaparecido e agora eu caísse em queda livre...
Tanta coisa aconteceu ao mesmo tempo que agora não se como lidar com tantas e tamanhos sentimentos...Perdi me no meio de um labirinto onde entrei e agora num canto escuro onde não entra a luza fiquei ali esperando salvação.
Muitos entraram comigo no labirinto e se foram perdendo por outros caminhos...eu neste momento estou só...
E quero levantar me para caminhar, mas fraquejam as pernas.
Já caminhei muito, lutei muito e agora a adrenalina da batalha esfumou se... esmoreceu se...os guerreiros que lutaram a meu lado abandonaram a luta e caminham em outros sentidos ou apenas eu caminhei em outro sentido...já não faz mais sentido esta batalha e pareço ignorar todos os sinais...
Está na hora de partir para outro lugar...para outras batalhas, para outros sonhos. Está na hora de conhecer outros guerreiros para lutarem ao meu lado.
Sonhei um dia puder ser alguém comum mortal, mas hoje não sei mais se o meu propósito é ser comum mortal ou ser apenas mortal? De comum o que temos todos! somos comuns no nascer e no morrer e o que fica no meio depende da acção de cada um.
Eu agora só quero adormecer e deixar de ser..não tenho força nem vontade de lutar mais...apetece me apenas deixar de ser.
Nada parece estar a resultar na minha vida..ou quando parece resultar ou acho que tudo o que tenho não me basta ou então eu não basto a tudo que tenho.
Desisti de lutar no trabalho, desisti de lutar na família, desisti de lutar por mim, desisti de lutar na vida...desisti..acho que cansei de lutar...apetece apenas serenar, acalmar a adrenalina e ao mesmo tempo apetece contradizer tudo isso e rebentar com a vida.
Apetece colocar uma bomba em tudo isto e desaparecer para sempre. Há 6 anos decidi mudar tudo e alterar o curso profissional e pessoal...hoje está na altura de fazer o mesmo...alterar tudo e mudar de vida de vez.
Quando pensava que tinha encontrado o equilíbrio percebi que desequilibrei tudo e que o equilíbrio anterior e actual eram apenas corda bamba. Agora vou saltar da corda e deixar me cair em queda livre.
Carta aos Wilwalkers
Esta semana tenho passado um pesadelo com uma situação que me tem deixado triste. Quase vi um grupo de amigos e caminhantes se desmoronar... Se pudesse responder lhes eu diria o seguinte aos últimos acontecimentos da semana:
Antes de mais eu gostaria de dizer que esta designação dada como administradora do grupo é apenas virtual. Não foi determinado por mim, não foi pedida por mim, foi imposta e é imposta por defeito do facebook e definição do antigo administrador.
Não sou, não quero e recuso me a qualquer titulo imposto, muito mais em tais circunstâncias.
O que sempre entendi deste grupo era que realmente existia um espírito livre, existia uma vontade colectiva de crescimento e vontade de amar a vida e de liberdade, daí também o seu nome: caminhantes selvagens, que se aventuram, não só na natureza como também na vida.
Para mim o mais importante foi tudo o que conseguimos com este grupo, o bem estar do corpo e da mente, as amizades que se fizeram e as que se reforçaram...mas isto sou eu a pensar...
Isto não é uma regra, é uma opinião de um membro do grupo...só mais um membro do grupo.
Eu posso partilhar apenas a minha experiência. O espírito deste grupo fez me bem ao corpo e á alma. Vi no rosto de muitos a alegria, o sorriso e também vi no meu rosto e na minha alma a felicidade da partilha de grupo das alegrias, das dores, do pensamento, das ideias boas e menos boas...cada um trouxe o que tinha, na mochila e na alma...todos partilhámos e todos aprendemos.
Esse espírito foi o que me deu muitas vezes alento para me levantar e seguir caminho, mas essa vontade vinha de dentro e não de fora, vinha da necessidade interior de mudar e os companheiros incentivavam à mudança.
Essa é a minha e só minha experiência...esse é o meu intuito neste grupo.
Neste grupo não existe guerra, nem luta, nem facções, nem tropas, podem existir amigos que foram, que serão, que surgiram, família que é e será...mas neste grupo, tal como no trilho, existem apenas companheiros...existem companheiros de viagem como na vida. Uns conhecemos quando iniciamos o trilho, outros já conhecíamos, mas a todos recebemos e ajudamos da mesma maneira.
Deve ser assim, tem de ser assim...existe um espírito colectivo, tal como deve existir no caminho da vida... Para mim o espírito dos wildwalkers deve ser o mesmo do espírito do caminho de Santiago. Não existe classe social, ou afinidades, existe companheirismo, existe entreajuda, mas o caminho é individual, não se impõe, propomos-nos individualmente a fazê lo e os companheiros serão apenas um ombro, uma mão, uma voz, um cajado, as pernas para caminhar serão as nossas. Se não queremos caminhar, então não caminhamos e ninguém nos poderá levar a caminhar ou impor essa vontade.
Mais uma vez digo e repito, isto é a minha experiência e o meu pensamento, não é e nem deverá ser uma corrente, uma regra, ou uma norma, todos os companheiros devem partilhar as suas ideias e a sua experiência.
A minha vontade é que tudo volte ao trilho, e se mantenha o espírito de grupo e não se perca tudo o que foi construído até ao momento apenas porque um dos membros decidiu desistir de caminhar com os wildwalkers.
Se tiverem vontade caminhemos juntos novamente...
Apelo aos companheiros que têm vontade que tenham indicativa de marcar, de sugerir, de propor trilhos e caminhadas sem medo ou receio de interferir ou de se impor no grupo. Conversando e partilhando se construirão bons caminhos e boas experiências...
Reparem que não existe obrigação, deve apenas existir vontade...Não existindo vontade então cada um caminhe para seu lado.
Companheiros: partilhem as vossas ideias e dêem a vossa opinião sem medos, quem pede é só uma companheira deste trilho que gostaria de contar com a vossa presença em outros trilhos.
A melhor resposta que podem dar a esta carta não é com comentários é com acção, tendo iniciativa de propor mais trilhos e mais iniciativas para juntar o grupo...
É isso que espero de todos os companheiros e tragam mais caminhantes para o grupo tal como eu e outros fizemos. Quantas mais experiências partilharmos, mais cresceremos na alma e para a a vida!
Bom caminho!
Antes de mais eu gostaria de dizer que esta designação dada como administradora do grupo é apenas virtual. Não foi determinado por mim, não foi pedida por mim, foi imposta e é imposta por defeito do facebook e definição do antigo administrador.
Não sou, não quero e recuso me a qualquer titulo imposto, muito mais em tais circunstâncias.
O que sempre entendi deste grupo era que realmente existia um espírito livre, existia uma vontade colectiva de crescimento e vontade de amar a vida e de liberdade, daí também o seu nome: caminhantes selvagens, que se aventuram, não só na natureza como também na vida.
Para mim o mais importante foi tudo o que conseguimos com este grupo, o bem estar do corpo e da mente, as amizades que se fizeram e as que se reforçaram...mas isto sou eu a pensar...
Isto não é uma regra, é uma opinião de um membro do grupo...só mais um membro do grupo.
Eu posso partilhar apenas a minha experiência. O espírito deste grupo fez me bem ao corpo e á alma. Vi no rosto de muitos a alegria, o sorriso e também vi no meu rosto e na minha alma a felicidade da partilha de grupo das alegrias, das dores, do pensamento, das ideias boas e menos boas...cada um trouxe o que tinha, na mochila e na alma...todos partilhámos e todos aprendemos.
Esse espírito foi o que me deu muitas vezes alento para me levantar e seguir caminho, mas essa vontade vinha de dentro e não de fora, vinha da necessidade interior de mudar e os companheiros incentivavam à mudança.
Essa é a minha e só minha experiência...esse é o meu intuito neste grupo.
Neste grupo não existe guerra, nem luta, nem facções, nem tropas, podem existir amigos que foram, que serão, que surgiram, família que é e será...mas neste grupo, tal como no trilho, existem apenas companheiros...existem companheiros de viagem como na vida. Uns conhecemos quando iniciamos o trilho, outros já conhecíamos, mas a todos recebemos e ajudamos da mesma maneira.
Deve ser assim, tem de ser assim...existe um espírito colectivo, tal como deve existir no caminho da vida... Para mim o espírito dos wildwalkers deve ser o mesmo do espírito do caminho de Santiago. Não existe classe social, ou afinidades, existe companheirismo, existe entreajuda, mas o caminho é individual, não se impõe, propomos-nos individualmente a fazê lo e os companheiros serão apenas um ombro, uma mão, uma voz, um cajado, as pernas para caminhar serão as nossas. Se não queremos caminhar, então não caminhamos e ninguém nos poderá levar a caminhar ou impor essa vontade.
Mais uma vez digo e repito, isto é a minha experiência e o meu pensamento, não é e nem deverá ser uma corrente, uma regra, ou uma norma, todos os companheiros devem partilhar as suas ideias e a sua experiência.
A minha vontade é que tudo volte ao trilho, e se mantenha o espírito de grupo e não se perca tudo o que foi construído até ao momento apenas porque um dos membros decidiu desistir de caminhar com os wildwalkers.
Se tiverem vontade caminhemos juntos novamente...
Apelo aos companheiros que têm vontade que tenham indicativa de marcar, de sugerir, de propor trilhos e caminhadas sem medo ou receio de interferir ou de se impor no grupo. Conversando e partilhando se construirão bons caminhos e boas experiências...
Reparem que não existe obrigação, deve apenas existir vontade...Não existindo vontade então cada um caminhe para seu lado.
Companheiros: partilhem as vossas ideias e dêem a vossa opinião sem medos, quem pede é só uma companheira deste trilho que gostaria de contar com a vossa presença em outros trilhos.
A melhor resposta que podem dar a esta carta não é com comentários é com acção, tendo iniciativa de propor mais trilhos e mais iniciativas para juntar o grupo...
É isso que espero de todos os companheiros e tragam mais caminhantes para o grupo tal como eu e outros fizemos. Quantas mais experiências partilharmos, mais cresceremos na alma e para a a vida!
Bom caminho!
Como lidar com a vida?
Li algures no outro dia 3 verdades incontornáveis:
NÃO PROMETA QUANDO ESTIVER FELIZ
NÃO RESPONDA QUANDO VOCÊ ESTIVER IRRITADO
NÃO DECIDA NADA QUANDO VOCÊ ESTIVER TRISTE
Quando estamos tristes devemos curar a nossa tristeza sem culpar ninguém dela...se nos revoltarmos com mundo porque estamos tristes iremos ferir pessoas que nos amam e que não compreenderão o porque de dizer e de agir assim... Curemos as nossas mágoas na nossa solidão ou com quem pode da nos o seu amor sem julgar...mas não afastemos os que se preocupam só porque estamos tristes e o mundo inteiro parece feito para nos tramar.
Sempre que estou triste afasto me do mundo...procuro nas palavras o conforto e na música o apoio...afasto me e posso até dizer aos outros que sou um zero á esquerda e que nunca serei feliz, mas nem por isso culpo a felicidade dos outros pela minha tristeza...
Como agir quando um amigo se revolta contra a humanidade e contra tudo e todos e afasta as pessoas porque está triste? Abraçar, abraçar no silêncio...
Se estou feliz estou feliz e devo gozar o momento sem cobrar nada por essa felicidade e não devo assumir compromissos sobre essa felicidade, quando vier a dificuldade como lidarei com as promessas que fiz antes?
Se estou com raiva de algo devo usar o silêncio como a melhor arma contra o disparate de dizer o que não quero, o que não devo e de evitar ferir e ser ferido...
Porque complicamos a vida?
Porque ninguém no ensinam como lidar com a vida quando somos pequenos para quando crescermos simplificar as coisas?
NÃO PROMETA QUANDO ESTIVER FELIZ
NÃO RESPONDA QUANDO VOCÊ ESTIVER IRRITADO
NÃO DECIDA NADA QUANDO VOCÊ ESTIVER TRISTE
Quando estamos tristes devemos curar a nossa tristeza sem culpar ninguém dela...se nos revoltarmos com mundo porque estamos tristes iremos ferir pessoas que nos amam e que não compreenderão o porque de dizer e de agir assim... Curemos as nossas mágoas na nossa solidão ou com quem pode da nos o seu amor sem julgar...mas não afastemos os que se preocupam só porque estamos tristes e o mundo inteiro parece feito para nos tramar.
Sempre que estou triste afasto me do mundo...procuro nas palavras o conforto e na música o apoio...afasto me e posso até dizer aos outros que sou um zero á esquerda e que nunca serei feliz, mas nem por isso culpo a felicidade dos outros pela minha tristeza...
Como agir quando um amigo se revolta contra a humanidade e contra tudo e todos e afasta as pessoas porque está triste? Abraçar, abraçar no silêncio...
Se estou feliz estou feliz e devo gozar o momento sem cobrar nada por essa felicidade e não devo assumir compromissos sobre essa felicidade, quando vier a dificuldade como lidarei com as promessas que fiz antes?
Se estou com raiva de algo devo usar o silêncio como a melhor arma contra o disparate de dizer o que não quero, o que não devo e de evitar ferir e ser ferido...
Porque complicamos a vida?
Porque ninguém no ensinam como lidar com a vida quando somos pequenos para quando crescermos simplificar as coisas?
Dá me ...
Nada em ti reconheço...
Só os teus olhos quando cruzam os meus...
Vêem em ti o tempo que já esqueceu o teu corpo no meu..
Dá me essa luz dos teus olhos que cruzam os meus...
Dá me a alma que te toca quando a minha cruza a tua.
Os nosso corpos reconhecem se de um tempo distante,
Caminham um para o outro como numa atracção,
Atracção que não explica, sente um momento.
Quando adormeço em ti adormeces em mim.
A minha mão na tua num abraço apertado.
Adormecemos e a lua chegou de mansinho
por detrás das nuvens e iluminou o amor que nos une num instante
e admirou por momentos os dois ali num abraço lá distante.
Dá me mais esse amor que sinto em ti.
Dá me mais essa luz da tua alma,
Dá me mais esse calor do teu beijo.
Quero perder me em ti, para logo a seguir encontrar te em mim
Dá me mais esse amor que encontro em ti.
Dá me mais esse toque que pressinto,
Dá me mais essa voz que serena o meu coração.
Dá me mais o amor que por ti sinto...
Só os teus olhos quando cruzam os meus...
Vêem em ti o tempo que já esqueceu o teu corpo no meu..
Dá me essa luz dos teus olhos que cruzam os meus...
Dá me a alma que te toca quando a minha cruza a tua.
Os nosso corpos reconhecem se de um tempo distante,
Caminham um para o outro como numa atracção,
Atracção que não explica, sente um momento.
Quando adormeço em ti adormeces em mim.
A minha mão na tua num abraço apertado.
Adormecemos e a lua chegou de mansinho
por detrás das nuvens e iluminou o amor que nos une num instante
e admirou por momentos os dois ali num abraço lá distante.
Dá me mais esse amor que sinto em ti.
Dá me mais essa luz da tua alma,
Dá me mais esse calor do teu beijo.
Quero perder me em ti, para logo a seguir encontrar te em mim
Dá me mais esse amor que encontro em ti.
Dá me mais esse toque que pressinto,
Dá me mais essa voz que serena o meu coração.
Dá me mais o amor que por ti sinto...
A tempestade
Vou conduzindo o leme pelo mar sereno...ao longe uma pequena neblina deixa antever tempestade...
O ar está pesado, posso sentir a tensão da tempestade no ar...os ventos deixam o barco deslizar devagar entre as ondas...
Os homens olham o horizonte e nos seus olhos vê se o medo da incereteza do futuro...
Quem guia o leme não descura o seu medo...usa-o como modo de focar a atenção no objectivo: seguir rumo ao infinito...
Ao longe vejo agora as nuvens que se adençam e se enchem de um negro medonho...
Já vejo o primeiro relâmpago e os olhos dos marinheiros iluminam...
Seguimos rumo ao olho da tempesade, nada que possa fazer me tirará deste destino...as tormentas da tempestade que sobre este navio Portugal se põem dão agora o seu grito de guerra.
Posso sentir o vento agora soprando as velas com fúria..agita-se o leme, agitam-se os homens, grito ordens furiosas para içar as velas. Correm de um lado para o outro sem rumo...
As mãos agarram o leme numa fúria que exprime o medo e a raiva que sinto.
As ondas envolvem o barco numa fúria e revolvem o barco...entrámos na tempestade...rezai senhores! rezai a Deus por este navio Portugal!
O ar está pesado, posso sentir a tensão da tempestade no ar...os ventos deixam o barco deslizar devagar entre as ondas...
Os homens olham o horizonte e nos seus olhos vê se o medo da incereteza do futuro...
Quem guia o leme não descura o seu medo...usa-o como modo de focar a atenção no objectivo: seguir rumo ao infinito...
Ao longe vejo agora as nuvens que se adençam e se enchem de um negro medonho...
Já vejo o primeiro relâmpago e os olhos dos marinheiros iluminam...
Seguimos rumo ao olho da tempesade, nada que possa fazer me tirará deste destino...as tormentas da tempestade que sobre este navio Portugal se põem dão agora o seu grito de guerra.
Posso sentir o vento agora soprando as velas com fúria..agita-se o leme, agitam-se os homens, grito ordens furiosas para içar as velas. Correm de um lado para o outro sem rumo...
As mãos agarram o leme numa fúria que exprime o medo e a raiva que sinto.
As ondas envolvem o barco numa fúria e revolvem o barco...entrámos na tempestade...rezai senhores! rezai a Deus por este navio Portugal!
Sentir apenas...
Não entendo o que é isto!
Não percebo o que sinto...não é racional..é irreal..não é obsessivo, é apenas compulsivo...como se já existisse antes...como se fosse parte de mim...como se fosse um sem fim de sentidos que me despertam para algo escondido que revive o presente e o passado futuro.
Se te dissesse assim por palavras, não descreveria nada daquilo que é, que existe, que foi, que será, porque não se diz por palavras apenas por gestos...
Não se diz por palavras aquilo que arde sem se ver...não se descreve por palavras aquilo que não vemos..só se diz por palavras aquilo que o sentido da visão pode traduzir, mas aquilo que apenas o coração pode ver, não existem no mundo palavras suficientes para o descrever...
Apenas sentir...quero apenas sentir sem escrever...
Não percebo o que sinto...não é racional..é irreal..não é obsessivo, é apenas compulsivo...como se já existisse antes...como se fosse parte de mim...como se fosse um sem fim de sentidos que me despertam para algo escondido que revive o presente e o passado futuro.
Se te dissesse assim por palavras, não descreveria nada daquilo que é, que existe, que foi, que será, porque não se diz por palavras apenas por gestos...
Não se diz por palavras aquilo que arde sem se ver...não se descreve por palavras aquilo que não vemos..só se diz por palavras aquilo que o sentido da visão pode traduzir, mas aquilo que apenas o coração pode ver, não existem no mundo palavras suficientes para o descrever...
Apenas sentir...quero apenas sentir sem escrever...
Revolta em mim num amor assim
Os meus pensamentos correm para ti como o rio corre impetuoso pela montanha em cascata.
Não fujo deles, fujo do que sinto com medo de perder em ti o meu amor...
O rio corre revoltoso pela montanha com ansia de chegar ao mar e eu corro o dia e a noite com ansia de chegar a ti...lembro o teu toque, o teu cheiro, a tua voz meiga que me deixa perdida num paraíso onde me perco em nuvens...
Tu entraste na minha vida e viraste-a do avesso.
Eu que esperava sentada na borda da estrada vi me entrar num remoinho de sentidos...já não sei o que sou, sei que me perdendo em ti me encontrei renascida em mim.
Ergui me das cinzas velhas onde me sepultei e renasci para uma vida sonhada e esquecida, revivida e retomada num meio caminho onde me pegaste e me deixaste entrar nos teus sonhos.
Sei que não sei mais para onde vou...sei que me levas por caminhos que não acreditei, mas que reconheço no teu toque...sei que quero ir por aí por onde me levas sem medos ou receios, porque quando chegas dissipas todas as neblinas que há em mim...
Não fujo deles, fujo do que sinto com medo de perder em ti o meu amor...
O rio corre revoltoso pela montanha com ansia de chegar ao mar e eu corro o dia e a noite com ansia de chegar a ti...lembro o teu toque, o teu cheiro, a tua voz meiga que me deixa perdida num paraíso onde me perco em nuvens...
Tu entraste na minha vida e viraste-a do avesso.
Eu que esperava sentada na borda da estrada vi me entrar num remoinho de sentidos...já não sei o que sou, sei que me perdendo em ti me encontrei renascida em mim.
Ergui me das cinzas velhas onde me sepultei e renasci para uma vida sonhada e esquecida, revivida e retomada num meio caminho onde me pegaste e me deixaste entrar nos teus sonhos.
Sei que não sei mais para onde vou...sei que me levas por caminhos que não acreditei, mas que reconheço no teu toque...sei que quero ir por aí por onde me levas sem medos ou receios, porque quando chegas dissipas todas as neblinas que há em mim...
Voar para ser livre...
Às vezes gostava de ter a liberdade de voar como um pássaro...
Voava para um sitio distante...
Distante de mim e dos meus pensamentos...
Gostava de partir para o cimo da árvore mais alta do mundo e ficar ali a ver o mundo girar em volta...
Partir e voar sobre os mares calmos e cruzar tempestades, sobre as nuvens voar...
Voar acima de todas as tempestades, de todos os sentimentos revoltosos voar...
Voar, apenas voar numa liberdade e planar sobre o vale da vida numa madrugada de verão e ver o nascer do sol....
Descansar por entre as folhas frescas de um velho carvalho ao meio dia...
Voar a pique para a montanha e lá de cima ver o sol pôr se no mar ao final do dia...
Se eu fosse uma ave seria livre, nos movimentos, nos pensamentos, nas horas e partiria para qualquer lugar quando a vontade me consumisse o espírito...
Se eu fosse uma ave seria um espírito livre de andorinha que percorre o mundo livre seguindo apenas o curso das estações e das paixões.
Voava em voos picados e rasos sobre os telhados da cidade...
Voava em voos rasos e livres sobre os ribeiros da montanha e faria nas rochas o meu porto de abrigo e quando o Outono chegasse partiria para longe seguindo o sol e a vontade...
Se eu tivesse asas seria livre...
Voava para um sitio distante...
Distante de mim e dos meus pensamentos...
Gostava de partir para o cimo da árvore mais alta do mundo e ficar ali a ver o mundo girar em volta...
Partir e voar sobre os mares calmos e cruzar tempestades, sobre as nuvens voar...
Voar acima de todas as tempestades, de todos os sentimentos revoltosos voar...
Voar, apenas voar numa liberdade e planar sobre o vale da vida numa madrugada de verão e ver o nascer do sol....
Descansar por entre as folhas frescas de um velho carvalho ao meio dia...
Voar a pique para a montanha e lá de cima ver o sol pôr se no mar ao final do dia...
Se eu fosse uma ave seria livre, nos movimentos, nos pensamentos, nas horas e partiria para qualquer lugar quando a vontade me consumisse o espírito...
Se eu fosse uma ave seria um espírito livre de andorinha que percorre o mundo livre seguindo apenas o curso das estações e das paixões.
Voava em voos picados e rasos sobre os telhados da cidade...
Voava em voos rasos e livres sobre os ribeiros da montanha e faria nas rochas o meu porto de abrigo e quando o Outono chegasse partiria para longe seguindo o sol e a vontade...
Se eu tivesse asas seria livre...
Considerações sobre a vida
Parando para pensar....
Fazendo uma retrospectiva de vida vejo como abdiquei da minha vida durante tanto tempo...
Vivi uma vida tão pouco minha e no entanto tão minha... Não vivi, vivo!
Durante anos criei na minha mente que me estava vedada a hipótese de fazer tantas coisas.
Quando era criança sonhava tanto. Na adolescência sonhei ser tanta coisa...tudo esqueci..tudo perdi no fundo da alma...
Perdi-me no escuro do vazio da casa alma...e fiquei por ali sentada no escuro, no canto no silêncio. Fechei portas com cadeados que quando a ferrugem partia logo substituía, e a luz, por muito sedutora que fosse, leva me apenas a mais um quarto escuro.
Nesta casa não existem quartos de luz, apenas salas com cortinas que abro para entrar a luz e onde partilho momentos com a família e os amigos e que por segundos me levam à lucidez, mas quando fecho a porta regresso aos quartos escuros...
Existe tanta luz em volta desta casa e dentro de mim existe uma necessidade de luz, não só da que vem de fora, mas de libertar a que vem de dentro.
Agora percebo que quem me guiou o destino não fui eu, não foi a minha vontade de escuridão...Por muito que quisesse esconder me na escuridão a vida levou me por caminhos que reservou para mim, ainda que eu negasse ser esse o meu filme...
A vida levou me por caminhos que não escolhi nem desejei...Alguns escolhi e outros deixei me levar por eles...
Nessa caminhada em que fui deixando a vida levar me pela mão sem resistir, pois de nada valia resistir ao inevitável, a vida deu me papeis em filmes que entrei com resignação e pouco a pouco fui percebendo que o que a vida me ensinava era a perceber que esses papeis eram os meus meus, essas personagens que desempenhava eram as minhas...
Os sonhos que perdi e tive foram ficando para trás não sei mais o que sonhava para mim...deixei de sonhar, deixei de querer sonhar e a vida foi me mostrando caminhos que não reconheci...
Hoje paro e penso o que sou? O que fui? o que serei? O que quero ser? O que mais a vida quererá que eu seja?
Não é uma questão de justiça, porque então ela não foi justa comigo, nem com nenhum de nós os que achamos que somos uns infelizes...
Existe um tempo, um papel a cumprir e quem o aceitar com amor será feliz, os que se limitam a lutar contra isso vêm infelicidade em tudo de bom que possuem.
Podem ter tudo o que precisam, mas de nada lhes valerá se os sues olhos não virem a beleza da vida e do mundo...
Quando pensarmos que a vida nos levou por caminhos de escuridão, talvez devêssemos tirar a venda que nos cega o olhar e ver beleza em todas as coisas e pessoas que fazem parte da nossa vida, até mesmo as que nos fazem sofrer, porque essas nos fazem crescer a alma e nos fazem aprender a ser melhores e corajosos. Essa pessoas e esses momentos em que sofremos vão ensinar nos a ultrapassar obstáculos maiores e a dar valor ao que temos...
Quero tirar as traves que cobrem as janelas da minha casa, quero deitar fora as cortinas que tapam a luz e deixa-la entrar na casa da alma..
Fazendo uma retrospectiva de vida vejo como abdiquei da minha vida durante tanto tempo...
Vivi uma vida tão pouco minha e no entanto tão minha... Não vivi, vivo!
Durante anos criei na minha mente que me estava vedada a hipótese de fazer tantas coisas.
Quando era criança sonhava tanto. Na adolescência sonhei ser tanta coisa...tudo esqueci..tudo perdi no fundo da alma...
Perdi-me no escuro do vazio da casa alma...e fiquei por ali sentada no escuro, no canto no silêncio. Fechei portas com cadeados que quando a ferrugem partia logo substituía, e a luz, por muito sedutora que fosse, leva me apenas a mais um quarto escuro.
Nesta casa não existem quartos de luz, apenas salas com cortinas que abro para entrar a luz e onde partilho momentos com a família e os amigos e que por segundos me levam à lucidez, mas quando fecho a porta regresso aos quartos escuros...
Existe tanta luz em volta desta casa e dentro de mim existe uma necessidade de luz, não só da que vem de fora, mas de libertar a que vem de dentro.
Agora percebo que quem me guiou o destino não fui eu, não foi a minha vontade de escuridão...Por muito que quisesse esconder me na escuridão a vida levou me por caminhos que reservou para mim, ainda que eu negasse ser esse o meu filme...
A vida levou me por caminhos que não escolhi nem desejei...Alguns escolhi e outros deixei me levar por eles...
Nessa caminhada em que fui deixando a vida levar me pela mão sem resistir, pois de nada valia resistir ao inevitável, a vida deu me papeis em filmes que entrei com resignação e pouco a pouco fui percebendo que o que a vida me ensinava era a perceber que esses papeis eram os meus meus, essas personagens que desempenhava eram as minhas...
Os sonhos que perdi e tive foram ficando para trás não sei mais o que sonhava para mim...deixei de sonhar, deixei de querer sonhar e a vida foi me mostrando caminhos que não reconheci...
Hoje paro e penso o que sou? O que fui? o que serei? O que quero ser? O que mais a vida quererá que eu seja?
Não é uma questão de justiça, porque então ela não foi justa comigo, nem com nenhum de nós os que achamos que somos uns infelizes...
Existe um tempo, um papel a cumprir e quem o aceitar com amor será feliz, os que se limitam a lutar contra isso vêm infelicidade em tudo de bom que possuem.
Podem ter tudo o que precisam, mas de nada lhes valerá se os sues olhos não virem a beleza da vida e do mundo...
Quando pensarmos que a vida nos levou por caminhos de escuridão, talvez devêssemos tirar a venda que nos cega o olhar e ver beleza em todas as coisas e pessoas que fazem parte da nossa vida, até mesmo as que nos fazem sofrer, porque essas nos fazem crescer a alma e nos fazem aprender a ser melhores e corajosos. Essa pessoas e esses momentos em que sofremos vão ensinar nos a ultrapassar obstáculos maiores e a dar valor ao que temos...
Quero tirar as traves que cobrem as janelas da minha casa, quero deitar fora as cortinas que tapam a luz e deixa-la entrar na casa da alma..
emoção/razão
Nesta luta entre a razão e a emoção não existe um equilibrio? Será que não pode existir um equilibrio entre aquilo que será o mais racional de se fazer e o que é a emoção de viver?
Pergunto me o porquê desta falta de equilibrio! Eu que me guio normalmente pela razão não percebo a emoção das coisas...a luz cega me quando decido deixar-me levar pelo sentir. A sabedoria da vida seria equilibrar as duas coisas...Mas nada pode ser fácil para mim, nada pode ser tão simples para mim, até porque a sabedoria de vida, pelo menos desta vida eu não sei se tenho...
Não existe nem equilibrio entre o que sinto e o que é lógico, nem entre o que quero e o que tenho.
A verdade da vida esconde se em enganos e desenganos que aprendemos e deslindar e no meio sofremos, rimos, amamos e odiamos. Quando chegarmos a velhos valerá a penas as penas que passámos, o que nos restará?
O que devo seguir a emoção ou a razão para no final a vida fazer sentido?
Pergunto me o porquê desta falta de equilibrio! Eu que me guio normalmente pela razão não percebo a emoção das coisas...a luz cega me quando decido deixar-me levar pelo sentir. A sabedoria da vida seria equilibrar as duas coisas...Mas nada pode ser fácil para mim, nada pode ser tão simples para mim, até porque a sabedoria de vida, pelo menos desta vida eu não sei se tenho...
Não existe nem equilibrio entre o que sinto e o que é lógico, nem entre o que quero e o que tenho.
A verdade da vida esconde se em enganos e desenganos que aprendemos e deslindar e no meio sofremos, rimos, amamos e odiamos. Quando chegarmos a velhos valerá a penas as penas que passámos, o que nos restará?
O que devo seguir a emoção ou a razão para no final a vida fazer sentido?
Sentei-me na borda da estrada
Depois de uma noite de tertúlia onde houve entusiasmo e sabedoria dos anos e de vida partilhada com esta pobre leiga, por companheiros de viagem da vida, chegámos a belas e sábias conclusões.
O tema começou por ser não te podes sentar na berma da estrada e deixar a vida passar por ti, e eis que alguém disse, deves fazer isso mesmo.
Deves sentar te na berma da estrada e ver os carros passarem...
Deves estar ali e aprenderes a viver com a tua solidão, que será o mesmo dizer, deves aprender a viver contigo. Deves amar viver contigo. Se amares a tua solidão, as tuas qualidades e os teus defeitos, então estás pronta para deixares alguém entar na tua vida.
Os que correm e entram em muitos carros na estrada da vida não são felizes, procuram demasiado, e nada do que encontram os parece satisfazer. Não se encontram a eles próprios, porque passam a vida a entaram e a sair de carros, fugindo de si.
Se estiveres na berma da estrada sentada a ver os carros passar e um deles reparar em ti e parar, deixa-o sentar na berma da estrada contigo e juntos perceberão se devem entar no carro e seguir viagem juntos. Se quando estiveres ao lado de alguém que te fizer sentir que chegaste a casa, então pega na tua mala e entra no carro e faz essa viagem. Valerá a pena.
Se estiveres em casa estarás no teu mundo e serás tu própria e o teu companheiro amar te à por aquilo que és e não pelo que poderás ser. E tu amarás o teu companheiro por aquilo que é e juntos, ainda que diferentes, construirão um caminho belo.
As diferenças não separam, criam e transformam a vida mais bela quando estamos dispostos a partilhar o nosso mundo com quem amamos, mas para amar devemos amar inteiro, não apenas o outro, e sim o que somos juntos.
Quando procuramos demasiado arriscamos não saber nem o que queremos nem o que somos.
Se soubermos quem somos e o que queremos, saberemos quem deveremos ter ao nosso lado para partilhar e construir uma vida feliz.
O tema começou por ser não te podes sentar na berma da estrada e deixar a vida passar por ti, e eis que alguém disse, deves fazer isso mesmo.
Deves sentar te na berma da estrada e ver os carros passarem...
Deves estar ali e aprenderes a viver com a tua solidão, que será o mesmo dizer, deves aprender a viver contigo. Deves amar viver contigo. Se amares a tua solidão, as tuas qualidades e os teus defeitos, então estás pronta para deixares alguém entar na tua vida.
Os que correm e entram em muitos carros na estrada da vida não são felizes, procuram demasiado, e nada do que encontram os parece satisfazer. Não se encontram a eles próprios, porque passam a vida a entaram e a sair de carros, fugindo de si.
Se estiveres na berma da estrada sentada a ver os carros passar e um deles reparar em ti e parar, deixa-o sentar na berma da estrada contigo e juntos perceberão se devem entar no carro e seguir viagem juntos. Se quando estiveres ao lado de alguém que te fizer sentir que chegaste a casa, então pega na tua mala e entra no carro e faz essa viagem. Valerá a pena.
Se estiveres em casa estarás no teu mundo e serás tu própria e o teu companheiro amar te à por aquilo que és e não pelo que poderás ser. E tu amarás o teu companheiro por aquilo que é e juntos, ainda que diferentes, construirão um caminho belo.
As diferenças não separam, criam e transformam a vida mais bela quando estamos dispostos a partilhar o nosso mundo com quem amamos, mas para amar devemos amar inteiro, não apenas o outro, e sim o que somos juntos.
Quando procuramos demasiado arriscamos não saber nem o que queremos nem o que somos.
Se soubermos quem somos e o que queremos, saberemos quem deveremos ter ao nosso lado para partilhar e construir uma vida feliz.
A vida um trilho para sentir com a alma
Pegando numa canção que ouvi ontem, pergunto me se vale a pena entrar...
Será que vale a pena dar um passo para o desconhecido...talvez esse desconhecido seja apenas um abismo que não vemos com a luz do sol de frente...
Pode esse passo ser para um mundo melhor ou para um inferno?
Todos os dias da nossa vida enfrentamos os medos que nos perseguem...
Quem se deixa vencer pelo medo, deixa que a vida passe por si, quem enfrenta os medos vai passando pela vida vivendo.
Vale a pena a vida quando não sabemos vivê la? Vale a pena o dia do amanhã quando a esperança não está no presente?
As dúvidas do caminho estão num trilho de montanha que percorremos pela primeira vez, não sabemos se poderemos encontrar um caminho de lama, de pedras ou terra batida, uma subida ingreme, uma descida perigosa ou um terreno suave...
Encontraremos tudo isto no caminho e sem tudo isto de nada servirá o caminho, sem isso não aperciaremos a deliciosa caminhada pela vida...não veremos a paisagem que nos rodeia e nos delicia no olhar, no coração e nos sentidos. Não conheceremos a beleza do mundo nem dos seres que o habitam.
Não aperciaremos o silêncio do vento que corre no topo da montanha, do piar dos pássaros que voam no alto e das águas correntes livres que vão trilhando caminhos e moldando montanhas.
A vida é um trilho de montanha.
Num momento teremos pedras para escalar e ultrapassar e em outro teremos plananaltos para passear. Teremos flores e borboletas para tocar num momento e em outro tojos e silvas agrestes que nos picarão. Se numa hora passarmos fome e sede, na fraga seguinte saciaremos a nossa sede em águas cristalinas e com frutas silvestres mataremos a fome que nos enfraquece.
Se num momento tememos o frio da geada pela manhã em outro aqueceremos com o sol do meio dia...
Cada dia na sua diferença trará riqueza ao nosso olhar, ou nosso coração à nossa alma.
A vida como seres humanos que somos é para ser vivida como parte de um enriquecimento global, que os une e nos faz crescer para um conhecimento maior.
Temos de abrir os nossos olhos mundanos ao nosso coração ...abrir os olhos ao coração, ver com olhos que não são terrenos são olhos de alma..ver o outro como uma energia e não como algo que toco..algo que sinto na alma e no coração..
Quero abrir os meus olhos ao meu coração, ver a alma e esquecer o que toco com a minha mão...quero sentir e viver com a alma...
Será que vale a pena dar um passo para o desconhecido...talvez esse desconhecido seja apenas um abismo que não vemos com a luz do sol de frente...
Pode esse passo ser para um mundo melhor ou para um inferno?
Todos os dias da nossa vida enfrentamos os medos que nos perseguem...
Quem se deixa vencer pelo medo, deixa que a vida passe por si, quem enfrenta os medos vai passando pela vida vivendo.
Vale a pena a vida quando não sabemos vivê la? Vale a pena o dia do amanhã quando a esperança não está no presente?
As dúvidas do caminho estão num trilho de montanha que percorremos pela primeira vez, não sabemos se poderemos encontrar um caminho de lama, de pedras ou terra batida, uma subida ingreme, uma descida perigosa ou um terreno suave...
Encontraremos tudo isto no caminho e sem tudo isto de nada servirá o caminho, sem isso não aperciaremos a deliciosa caminhada pela vida...não veremos a paisagem que nos rodeia e nos delicia no olhar, no coração e nos sentidos. Não conheceremos a beleza do mundo nem dos seres que o habitam.
Não aperciaremos o silêncio do vento que corre no topo da montanha, do piar dos pássaros que voam no alto e das águas correntes livres que vão trilhando caminhos e moldando montanhas.
A vida é um trilho de montanha.
Num momento teremos pedras para escalar e ultrapassar e em outro teremos plananaltos para passear. Teremos flores e borboletas para tocar num momento e em outro tojos e silvas agrestes que nos picarão. Se numa hora passarmos fome e sede, na fraga seguinte saciaremos a nossa sede em águas cristalinas e com frutas silvestres mataremos a fome que nos enfraquece.
Se num momento tememos o frio da geada pela manhã em outro aqueceremos com o sol do meio dia...
Cada dia na sua diferença trará riqueza ao nosso olhar, ou nosso coração à nossa alma.
A vida como seres humanos que somos é para ser vivida como parte de um enriquecimento global, que os une e nos faz crescer para um conhecimento maior.
Temos de abrir os nossos olhos mundanos ao nosso coração ...abrir os olhos ao coração, ver com olhos que não são terrenos são olhos de alma..ver o outro como uma energia e não como algo que toco..algo que sinto na alma e no coração..
Quero abrir os meus olhos ao meu coração, ver a alma e esquecer o que toco com a minha mão...quero sentir e viver com a alma...
Sentir (reconhecer)
Será justo pensar poder alcançar? Será justo pensar poder tocar o sol quando sei que se o tocar posso perecer de dor?
Será justo adiantar caminhos que posso não conseguir trilhar?
Será justo tentar ser melhor, quando sei que nada de bom que faça pode conseguir mudar o mundo?
Será justo sonhar com um futuro quando não vivo o presente?
A justeza da vida é o nada que ela me parece dar...
A justeza dos dias são o pouco que não tenho...
Quero não ver a riqueza da vida...quero ver a beleza do mundo, mas recuso a riqueza que sou...
Uma vida é sempre uma riqueza tão grande como o mundo que somos.
Recusamos ver a beleza com olhos de amor...recusamos os momentos belos de sentir, pelo momento de ter...
O que alcançamos com o ter? Tristeza e dor...
O que alcançamos com o ser? Amor..
Nenhum amor é simples, nem o de mãe, nem o de pai, nem o de irmão, nem o de amigo, nem o de amante, nem o amor puro de amar a humanidade...
Quem ama sofre a solidão dos dias em que a dor da perda toca a saudade...
Queria sentir, mas não sei mais sentir..queria viver, mas não sei se sei o que é viver...
O medo mora comigo na solidão dos dias e na escuridão da noite...
Queria apenas reconhecer o sentir...
Será justo adiantar caminhos que posso não conseguir trilhar?
Será justo tentar ser melhor, quando sei que nada de bom que faça pode conseguir mudar o mundo?
Será justo sonhar com um futuro quando não vivo o presente?
A justeza da vida é o nada que ela me parece dar...
A justeza dos dias são o pouco que não tenho...
Quero não ver a riqueza da vida...quero ver a beleza do mundo, mas recuso a riqueza que sou...
Uma vida é sempre uma riqueza tão grande como o mundo que somos.
Recusamos ver a beleza com olhos de amor...recusamos os momentos belos de sentir, pelo momento de ter...
O que alcançamos com o ter? Tristeza e dor...
O que alcançamos com o ser? Amor..
Nenhum amor é simples, nem o de mãe, nem o de pai, nem o de irmão, nem o de amigo, nem o de amante, nem o amor puro de amar a humanidade...
Quem ama sofre a solidão dos dias em que a dor da perda toca a saudade...
Queria sentir, mas não sei mais sentir..queria viver, mas não sei se sei o que é viver...
O medo mora comigo na solidão dos dias e na escuridão da noite...
Queria apenas reconhecer o sentir...
Não dá mais....
Já não consigo mais...
Já não aguento mais viver. Preciso de um fim para esta dor...
As lágrimas saem de meus olhos, já não consigo esconder a tristeza no olhar...
Já nem consigo esconder esta tristeza da minha mãe! Não aguento! Tenho de põr fim a isto que sinto em mim... Não sei como fazer!
Apetece me desistir de tudo, parece que o mundo se virou contra mim, eu que acho que procuro ser uma pessoa boa, sinto que todos se viraram contra mim e nem tu Deus pareces ouvir as minhas preces...
Porque não me dás logo um tiro e me fazes desaparecer do mapa?
Porque insistes em que sofra?
Odeio-me! Odeio tudo o que sou! Odeio tudo o que desisti de ter!
Vem de uma vez e leva-me!
Estou cansada e despeço me dos amigos como se não houvesse amanhã!
Tento dizer lhes que gostei do seu amor e que agradeço o carinho assim de longe, sem que se apercebam das lágrimas que tenho nos olhos enquanto escrevo...
Mas não consigo disfarçar nas palavras...ninguém percebe a dor.. acham normal... eu já não consigo que seja normal.
Já não aguento mais o meu normal, porque não nos habituamos à dor. A dor consome-nos as entranhas.
Vou morrer de dor ou vou morrer porque me vou atirar de um lugar bem alto e vou voar como sonhei que voava um dia! E agora que penso assim sinto uma calma como se voasse realmente....
Leva me contigo Senhor! Não me deixes aqui no inferno! Leva-me nos teus braços e deixa-me voar!
Já não aguento mais viver. Preciso de um fim para esta dor...
As lágrimas saem de meus olhos, já não consigo esconder a tristeza no olhar...
Já nem consigo esconder esta tristeza da minha mãe! Não aguento! Tenho de põr fim a isto que sinto em mim... Não sei como fazer!
Apetece me desistir de tudo, parece que o mundo se virou contra mim, eu que acho que procuro ser uma pessoa boa, sinto que todos se viraram contra mim e nem tu Deus pareces ouvir as minhas preces...
Porque não me dás logo um tiro e me fazes desaparecer do mapa?
Porque insistes em que sofra?
Odeio-me! Odeio tudo o que sou! Odeio tudo o que desisti de ter!
Vem de uma vez e leva-me!
Estou cansada e despeço me dos amigos como se não houvesse amanhã!
Tento dizer lhes que gostei do seu amor e que agradeço o carinho assim de longe, sem que se apercebam das lágrimas que tenho nos olhos enquanto escrevo...
Mas não consigo disfarçar nas palavras...ninguém percebe a dor.. acham normal... eu já não consigo que seja normal.
Já não aguento mais o meu normal, porque não nos habituamos à dor. A dor consome-nos as entranhas.
Vou morrer de dor ou vou morrer porque me vou atirar de um lugar bem alto e vou voar como sonhei que voava um dia! E agora que penso assim sinto uma calma como se voasse realmente....
Leva me contigo Senhor! Não me deixes aqui no inferno! Leva-me nos teus braços e deixa-me voar!
Resposta da Sombra Negra da Solidão ao Sonho
Que conversa é esta de sonhos! QUEM OUSA SONHAR? Tu espectro de gente? Verme desprezível que andas sobre a terra? Como te atreves a sonhar?
Sabes bem que te está vedado o sonho! Sabes bem que desde que saíste do ventre de tua mãe que te está reservada a miséria, a solidão, a amargura, a tristeza! A tua vida foi amaldiçoada!
Porque ainda te iludes! Triste verme! AHAHAH
Verme desprezível que te atreveste sonhar, querer ser um mortal comum. AHAHAH
NÃO VALE A PENA AS LÁGRIMAS! Não me comovem, alimentam a minha sede de tristeza. AHAHAH
Querias VIDA? qual vida? Porque ainda tens vida? Porque não acabas com essa fantochada de vida logo? CORAGEM VERME! Falta te coragem? Não venhas com desculpas que não podes acabar com duas vidas! Acaba logo com essa fantochada! Que esperas? que chova? Vai seco o tempo! Não é como dizem os mortais: VAI UM BELO DIA PARA MORRER! AHAHAHAH
Anda verme! Atira te logo desse penhasco!
Reza verme!
Pede a Deus uma luz, que ele ouve-te como sempre ouviu! AHAHAHAH
DEUS NÃO TE OUVE VERME! Deus perdeu te quando deixaste o Paraíso, perdeu te para sempre para mim.
Mentaliza te que por muito que faças na tua vida, por muito que conheças nova gente, novos lugares, novas formas de estar, isso só vai mostrar a tua tristeza e tudo aquilo que tu não poderás nunca ser nem ter...
Não te iludas verme se pensas que tens amigos, eles são amigos por pena de ti verme...Têm pena do verme que és e por caridade estendem a mão, o sorriso e a graça.
Podes gritar! GRITA! REZA A DEUS! AHAHAH
Ele não te ouve! O teu grito em surdina não chega aos ouvidos do Altíssimo!
Metes-me nojo! És um verme fraco...penas há demasiado tempo na agonia e não tens coragem de acabar de uma só vez com isso...és um verme fraco...
NÃO TE ATREVAS MAIS A SONHAR! OUVISTE? NÃO TE ATREVAS! Ou farei descer sobre ti a minha ira, a dor descerá sobre ti e as tuas lágrimas serão de sangue. Não penses que serás uma comum mortal, tu és e serás apenas e só uma pobre criatura das trevas que rasteja sobre a terra enquanto eu, a Sombra negra da Morte, o permitir.
Chora agora e descansa na tua dor...parto por momentos, mas voltarei num piscar de olhos...
Sabes bem que te está vedado o sonho! Sabes bem que desde que saíste do ventre de tua mãe que te está reservada a miséria, a solidão, a amargura, a tristeza! A tua vida foi amaldiçoada!
Porque ainda te iludes! Triste verme! AHAHAH
Verme desprezível que te atreveste sonhar, querer ser um mortal comum. AHAHAH
NÃO VALE A PENA AS LÁGRIMAS! Não me comovem, alimentam a minha sede de tristeza. AHAHAH
Querias VIDA? qual vida? Porque ainda tens vida? Porque não acabas com essa fantochada de vida logo? CORAGEM VERME! Falta te coragem? Não venhas com desculpas que não podes acabar com duas vidas! Acaba logo com essa fantochada! Que esperas? que chova? Vai seco o tempo! Não é como dizem os mortais: VAI UM BELO DIA PARA MORRER! AHAHAHAH
Anda verme! Atira te logo desse penhasco!
Reza verme!
Pede a Deus uma luz, que ele ouve-te como sempre ouviu! AHAHAHAH
DEUS NÃO TE OUVE VERME! Deus perdeu te quando deixaste o Paraíso, perdeu te para sempre para mim.
Mentaliza te que por muito que faças na tua vida, por muito que conheças nova gente, novos lugares, novas formas de estar, isso só vai mostrar a tua tristeza e tudo aquilo que tu não poderás nunca ser nem ter...
Não te iludas verme se pensas que tens amigos, eles são amigos por pena de ti verme...Têm pena do verme que és e por caridade estendem a mão, o sorriso e a graça.
Podes gritar! GRITA! REZA A DEUS! AHAHAH
Ele não te ouve! O teu grito em surdina não chega aos ouvidos do Altíssimo!
Metes-me nojo! És um verme fraco...penas há demasiado tempo na agonia e não tens coragem de acabar de uma só vez com isso...és um verme fraco...
NÃO TE ATREVAS MAIS A SONHAR! OUVISTE? NÃO TE ATREVAS! Ou farei descer sobre ti a minha ira, a dor descerá sobre ti e as tuas lágrimas serão de sangue. Não penses que serás uma comum mortal, tu és e serás apenas e só uma pobre criatura das trevas que rasteja sobre a terra enquanto eu, a Sombra negra da Morte, o permitir.
Chora agora e descansa na tua dor...parto por momentos, mas voltarei num piscar de olhos...
Os sonhos e a vida
Há dias que marcam a alma e a vida da gente e outros de quem nem o nome lembra ao ouvir...
Um dia em que fiz um trilho sobre o rio Douro mudei o rumo.
Percebi que tudo podia ser diferente, que podia recuperar a saúde e a vida!
Não custa sonhar!
Mas de que vale sonhar por algo que nunca poderei ter, sonhar com coisas que podem ser realidade para alguns, mas que parecem tão longe da minha vida?
Não vale de nada, quando penso que posso alcançar logo vejo que não passa de uma miragem...
Poderia ter uma vida normal...ou não ...tenho medo de quê? Daquilo que não tive e daquilo que não tenho!
O medo é inimigo do sonho...transforma as coisas simples em coisas difíceis...
As coisas mais comuns podem ser obstáculos tão difíceis de alcançar...Eu pergunto porquê? Porque é que tudo é tão difícil para mim?
Porque é que quando tenho uma oportunidade pareço retroceder no tempo e no espaço e na vida e os anos parecem avançar e os sonhos desvanecem-se ...
Estou cansada de pairar sobre a vida...
Queria apenas viver...Será assim tão difícil viver?
Um dia em que fiz um trilho sobre o rio Douro mudei o rumo.
Percebi que tudo podia ser diferente, que podia recuperar a saúde e a vida!
Não custa sonhar!
Mas de que vale sonhar por algo que nunca poderei ter, sonhar com coisas que podem ser realidade para alguns, mas que parecem tão longe da minha vida?
Não vale de nada, quando penso que posso alcançar logo vejo que não passa de uma miragem...
Poderia ter uma vida normal...ou não ...tenho medo de quê? Daquilo que não tive e daquilo que não tenho!
O medo é inimigo do sonho...transforma as coisas simples em coisas difíceis...
As coisas mais comuns podem ser obstáculos tão difíceis de alcançar...Eu pergunto porquê? Porque é que tudo é tão difícil para mim?
Porque é que quando tenho uma oportunidade pareço retroceder no tempo e no espaço e na vida e os anos parecem avançar e os sonhos desvanecem-se ...
Estou cansada de pairar sobre a vida...
Queria apenas viver...Será assim tão difícil viver?
Pai: A saudade que é amor
Hoje pensei em ti! Todos os dias penso em ti! Sempre estás comigo...
O meu pensamento refugia-se em ti quando me sinto só. Sei que mesmo que esteja só tu estás lá! Posso até sentir a tua mão que me toca e me fortalece nos momentos em que esmorece a vontade.
Rio se penso em ti, mas a saudade de ti não esquece o coração... Hoje não é dor, é apenas amor e saudade de te ter perto dessa forma física, desse abraço apertado, desse sorriso e desse olhar amoroso...
Hoje reconheço no teu olhar amoroso o Pai lindo que foste! Foste o que não tiveste: um pai para os teus filhos.
A vida foi madrasta, foi boa por vezes, foi de tempestade e de sol de Agosto...mas nada foi capaz de derrubar a inabalável admiração por ti.
tudo o que pareceu destruir construiu...e hoje sei dizer desculpa...desculpa por não ter reconhecido o teu olhar amoroso, por não ter estendido o meu rosto para receber o teu beijo carinhoso...desculpa por não ter compreendido o teu silêncio...Desculpa por não ter percebido o quanto fizeste por mim, o quanto amaste...Desculpa se por vezes me pareceu egoísmo ou burrice, desculpa se o teu amor pela humanidade me pareceu fraqueza... Fracos são os que não dão a sua camisa pelo próximo e viram as costas ao que estende a mão pedindo ajuda... e tu não viraste as costas a ninguém.
Orgulho me de ti por teres sido o homem que foste, por teres ajudado tanta gente e marcado tantas pessoas que me abordam na rua e me falam de ti com uma lágrima no olho.
Hoje digo: amo-te com esse amor eterno de almas que se cruzaram, no passado e voltarão a cruzar se no futuro e agradeço tudo que me deste, porque o que me deste não foi material foi um crescimento de alma. Foi bom puder evoluir contigo, foi bom puder partilhar esta vida contigo e aprender a ver o mundo com olhos que vêm almas e não apenas roupas e caras...
Pai estás no coração...estás no sangue que corre em minhas veias, estás na voz que canta de coração, estás no carinho que faço à Mãe, no abraço que dou às manas, na palavra que dou a um estranho, no pensamento e na sombra que reflecte a minha imagem no chão.
Amo-te para a eternidade e para a eternidade estarás no coração.
Onde quer que estejas protege a tua menina!
O meu pensamento refugia-se em ti quando me sinto só. Sei que mesmo que esteja só tu estás lá! Posso até sentir a tua mão que me toca e me fortalece nos momentos em que esmorece a vontade.
Rio se penso em ti, mas a saudade de ti não esquece o coração... Hoje não é dor, é apenas amor e saudade de te ter perto dessa forma física, desse abraço apertado, desse sorriso e desse olhar amoroso...
Hoje reconheço no teu olhar amoroso o Pai lindo que foste! Foste o que não tiveste: um pai para os teus filhos.
A vida foi madrasta, foi boa por vezes, foi de tempestade e de sol de Agosto...mas nada foi capaz de derrubar a inabalável admiração por ti.
tudo o que pareceu destruir construiu...e hoje sei dizer desculpa...desculpa por não ter reconhecido o teu olhar amoroso, por não ter estendido o meu rosto para receber o teu beijo carinhoso...desculpa por não ter compreendido o teu silêncio...Desculpa por não ter percebido o quanto fizeste por mim, o quanto amaste...Desculpa se por vezes me pareceu egoísmo ou burrice, desculpa se o teu amor pela humanidade me pareceu fraqueza... Fracos são os que não dão a sua camisa pelo próximo e viram as costas ao que estende a mão pedindo ajuda... e tu não viraste as costas a ninguém.
Orgulho me de ti por teres sido o homem que foste, por teres ajudado tanta gente e marcado tantas pessoas que me abordam na rua e me falam de ti com uma lágrima no olho.
Hoje digo: amo-te com esse amor eterno de almas que se cruzaram, no passado e voltarão a cruzar se no futuro e agradeço tudo que me deste, porque o que me deste não foi material foi um crescimento de alma. Foi bom puder evoluir contigo, foi bom puder partilhar esta vida contigo e aprender a ver o mundo com olhos que vêm almas e não apenas roupas e caras...
Pai estás no coração...estás no sangue que corre em minhas veias, estás na voz que canta de coração, estás no carinho que faço à Mãe, no abraço que dou às manas, na palavra que dou a um estranho, no pensamento e na sombra que reflecte a minha imagem no chão.
Amo-te para a eternidade e para a eternidade estarás no coração.
Onde quer que estejas protege a tua menina!
A vontade de partir para a outra margem
Ela voltou!
Há muito que tinha afastado do meu caminho. Há muito que tinha desistido dela. Não pensei mais nela. Achei que ela tinha ido embora e não mais voltaria. Mas voltou.
Não tinha saudades, não queria vê la, não queria senti-la. Mas ela veio assim de mansinho, pé entre pé. Senti, não me assustei olhei e chamei o seu nome.
Reconheci o seu cheiro, reconheci a sua voz. Reconheci aquele olhar frio encalce, e as suas vestes negras...
A noite veio e ela ficou. O dia nasceu e ela não partiu. O meio dia chegou e ela permaneceu na minha sombra unindo se como uma só.
A vontade de partir tomou conta de mim, e aceitei o seu regresso...agora sinto a paz do seu aconchego e realmente quero segui-la.
Ela espera por mim em cada esquina, em cada canto escuro. Faz me ciladas em caminhos estreitos, mas não temo, é amiga.
A amizade que tenho por ela é a mais certa a mais fiel e é a única que posso contar, porque nunca falha, nunca abandona..
Vem amiga vontade de partir, vem amiga vontade de desistir. Deixa te ficar ao meu lado. No fim tudo pode acontecer, só tu me podes valer.
Por agora espera, não posso partir contigo...tenho de me manter firme e não magoar alguém especial que amo e que não pode partir comigo. Enquanto me valer, enquanto for o meu ombro, o meu amparo e a minha luz, não me posso render, depois leva-me, leva-me contigo. Nada mais me restará, a mais ninguém lembrarei...
Há muito que tinha afastado do meu caminho. Há muito que tinha desistido dela. Não pensei mais nela. Achei que ela tinha ido embora e não mais voltaria. Mas voltou.
Não tinha saudades, não queria vê la, não queria senti-la. Mas ela veio assim de mansinho, pé entre pé. Senti, não me assustei olhei e chamei o seu nome.
Reconheci o seu cheiro, reconheci a sua voz. Reconheci aquele olhar frio encalce, e as suas vestes negras...
A noite veio e ela ficou. O dia nasceu e ela não partiu. O meio dia chegou e ela permaneceu na minha sombra unindo se como uma só.
A vontade de partir tomou conta de mim, e aceitei o seu regresso...agora sinto a paz do seu aconchego e realmente quero segui-la.
Ela espera por mim em cada esquina, em cada canto escuro. Faz me ciladas em caminhos estreitos, mas não temo, é amiga.
A amizade que tenho por ela é a mais certa a mais fiel e é a única que posso contar, porque nunca falha, nunca abandona..
Vem amiga vontade de partir, vem amiga vontade de desistir. Deixa te ficar ao meu lado. No fim tudo pode acontecer, só tu me podes valer.
Por agora espera, não posso partir contigo...tenho de me manter firme e não magoar alguém especial que amo e que não pode partir comigo. Enquanto me valer, enquanto for o meu ombro, o meu amparo e a minha luz, não me posso render, depois leva-me, leva-me contigo. Nada mais me restará, a mais ninguém lembrarei...
As lágrimas que são tempestade
Caminhava sozinha! Ia devagar pelo estreito caminho de terra batida ladeado por árvores velhas com densa copa, carvalhos velhos que de quando em vez abriam clareiras onde campos se abriam ao sol. Os pingos da chuva caiam mansos na capa velha rasgada pelo tempo e pela vida. Nos pés sandálias gastas pelas pedras do caminho deixavam ver meias gastas. Os pés doridos seguiam tropeçando e peregrina seguia caminho.
Ao longe uma luz pareceu vir atravessar se em meu caminho. Não acreditei no que meus olhos viram, era uma intensa luz que ofuscava e não permitia que olhasse em sua direcção. Dessa luz começou a libertar se um calor que começou a aquecer o meu coração e senti medo.
Da luz veio uma voz que disse: não temas eu sou a verdade e a vida, quem vier a mim será salvo.
Ergui meus olhos e vi uma figura que emanava uma paz que dissipou o meu medo e perguntei: Senhor o que quereis de mim? A voz disse: quero que sejas Feliz. Perguntei: e como posso ser feliz Senhor se sou pobre se o meu caminho tem tempestades e é tão difícil de percorrer. A voz disse: olha para ti, para as tuas vestes. Olhei para mim e vi ricas roupas e bom calçado nos pés. E perguntei: como pode ser?
-Olha para o teu caminho?
Olhei e vi um bom caminho de pedra lisa e campos largos em redor e o sol enchia de luz o caminho.
- Como pode ser Senhor se ainda agora tudo era tempestade na vida.
- A vida não era tempestade, os teus olhos viam tempestade e escuridão no teu caminho, a verdade é que tu tens tudo o que precisas para ser feliz só não o és porque os teus olhos estão turvos com as lágrimas que choras e tudo te parece tempestade.
Lição de moral se eu deixar de me lamentar poderei ver o quanto sou feliz!
Ao longe uma luz pareceu vir atravessar se em meu caminho. Não acreditei no que meus olhos viram, era uma intensa luz que ofuscava e não permitia que olhasse em sua direcção. Dessa luz começou a libertar se um calor que começou a aquecer o meu coração e senti medo.
Da luz veio uma voz que disse: não temas eu sou a verdade e a vida, quem vier a mim será salvo.
Ergui meus olhos e vi uma figura que emanava uma paz que dissipou o meu medo e perguntei: Senhor o que quereis de mim? A voz disse: quero que sejas Feliz. Perguntei: e como posso ser feliz Senhor se sou pobre se o meu caminho tem tempestades e é tão difícil de percorrer. A voz disse: olha para ti, para as tuas vestes. Olhei para mim e vi ricas roupas e bom calçado nos pés. E perguntei: como pode ser?
-Olha para o teu caminho?
Olhei e vi um bom caminho de pedra lisa e campos largos em redor e o sol enchia de luz o caminho.
- Como pode ser Senhor se ainda agora tudo era tempestade na vida.
- A vida não era tempestade, os teus olhos viam tempestade e escuridão no teu caminho, a verdade é que tu tens tudo o que precisas para ser feliz só não o és porque os teus olhos estão turvos com as lágrimas que choras e tudo te parece tempestade.
Lição de moral se eu deixar de me lamentar poderei ver o quanto sou feliz!
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