Depois de uma noite de tertúlia onde houve entusiasmo e sabedoria dos anos e de vida partilhada com esta pobre leiga, por companheiros de viagem da vida, chegámos a belas e sábias conclusões.
O tema começou por ser não te podes sentar na berma da estrada e deixar a vida passar por ti, e eis que alguém disse, deves fazer isso mesmo.
Deves sentar te na berma da estrada e ver os carros passarem...
Deves estar ali e aprenderes a viver com a tua solidão, que será o mesmo dizer, deves aprender a viver contigo. Deves amar viver contigo. Se amares a tua solidão, as tuas qualidades e os teus defeitos, então estás pronta para deixares alguém entar na tua vida.
Os que correm e entram em muitos carros na estrada da vida não são felizes, procuram demasiado, e nada do que encontram os parece satisfazer. Não se encontram a eles próprios, porque passam a vida a entaram e a sair de carros, fugindo de si.
Se estiveres na berma da estrada sentada a ver os carros passar e um deles reparar em ti e parar, deixa-o sentar na berma da estrada contigo e juntos perceberão se devem entar no carro e seguir viagem juntos. Se quando estiveres ao lado de alguém que te fizer sentir que chegaste a casa, então pega na tua mala e entra no carro e faz essa viagem. Valerá a pena.
Se estiveres em casa estarás no teu mundo e serás tu própria e o teu companheiro amar te à por aquilo que és e não pelo que poderás ser. E tu amarás o teu companheiro por aquilo que é e juntos, ainda que diferentes, construirão um caminho belo.
As diferenças não separam, criam e transformam a vida mais bela quando estamos dispostos a partilhar o nosso mundo com quem amamos, mas para amar devemos amar inteiro, não apenas o outro, e sim o que somos juntos.
Quando procuramos demasiado arriscamos não saber nem o que queremos nem o que somos.
Se soubermos quem somos e o que queremos, saberemos quem deveremos ter ao nosso lado para partilhar e construir uma vida feliz.
1 comentário:
Que linda noite de tertúlia ...
Quando os silêncios não incomodarem, quando as palavras não magoarem, quando as diferenças se completarem e eu me "sentir em casa" poderei dizer Amo-te!
Enviar um comentário