Vou conduzindo o leme pelo mar sereno...ao longe uma pequena neblina deixa antever tempestade...
O ar está pesado, posso sentir a tensão da tempestade no ar...os ventos deixam o barco deslizar devagar entre as ondas...
Os homens olham o horizonte e nos seus olhos vê se o medo da incereteza do futuro...
Quem guia o leme não descura o seu medo...usa-o como modo de focar a atenção no objectivo: seguir rumo ao infinito...
Ao longe vejo agora as nuvens que se adençam e se enchem de um negro medonho...
Já vejo o primeiro relâmpago e os olhos dos marinheiros iluminam...
Seguimos rumo ao olho da tempesade, nada que possa fazer me tirará deste destino...as tormentas da tempestade que sobre este navio Portugal se põem dão agora o seu grito de guerra.
Posso sentir o vento agora soprando as velas com fúria..agita-se o leme, agitam-se os homens, grito ordens furiosas para içar as velas. Correm de um lado para o outro sem rumo...
As mãos agarram o leme numa fúria que exprime o medo e a raiva que sinto.
As ondas envolvem o barco numa fúria e revolvem o barco...entrámos na tempestade...rezai senhores! rezai a Deus por este navio Portugal!
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