Caminhei até ao alto da montanha e
quando lá cheguei pasmei de admiração!
Do alto via o mar que se estendia pelo
horizonte e atrás de mim um vale imenso até à cordilheira central
faziam perder a vista.
O topo do mundo, faria aqui uma tenda e
morreria aqui entre as rochas que se erguem abruptas e conversam
entre si histórias antigas...nos campos verdes entre elas as
borboletas dançam, vivem, nascem e morrem saltando de flor em flor.
As rochas parecem ter vida e
enfeitam-se de flores...
Posso percorrer todas as serras de
Portugal e nenhuma me dá a emoção que esta dá!
Tantas serras galguei e nenhuma me deu
esta sensação de poder! Procurei em todas elas sentir isto e nada
nem nenhuma me deu o que me dás!
Senhora do mundo! Invencibilidade, nada
nem ninguém me pode ferir e ninguém perceberá o que sinto agora,
porque para perceber teriam de estar aqui no topo da montanha e olhar
com olhos de amor!
Poucos são os que olham com olhos de
amor e poucos são os que olhariam para estas rochas e veriam velhos
conhecidos conversando entre si...poucos veriam um peneireiro planando
no azul do céu procurando a presa...o gaio escondido no ramo da
árvore...e a borboleta que teima em pousar no meu rosto...e a brisa
do vento que me acaricia a pele graciosamente e sussurra no meu
ouvido: amor!
Poucos percebem isto que digo, porque
poucos sentem e vêm com o coração...
Não existe outra como tu que de teu
nome antigo Alcoba e hoje Caramulo!
Não falam por ti as gentes, falas tu
com o teu grito de beleza!
Não é a grandeza que te enche de glória, não são os riachos que te dão vida, é o mar que te namora ao pôr do sol, é a Estrela que te inveja, porque não pode namorar o mar, é o vale que dá te a profundidade do ser, é a neblina da manhã que dá o sonho nas nuvens...é o vento que te acaricia e te conta histórias do mundo...é a simplicidade do olhar com que vês as beiras e unes o campo e o mar!
O que te dá vida é a tua solidão que te destacou das restantes e dela fizeste a força que te torna enorme!
Não é a grandeza que te enche de glória, não são os riachos que te dão vida, é o mar que te namora ao pôr do sol, é a Estrela que te inveja, porque não pode namorar o mar, é o vale que dá te a profundidade do ser, é a neblina da manhã que dá o sonho nas nuvens...é o vento que te acaricia e te conta histórias do mundo...é a simplicidade do olhar com que vês as beiras e unes o campo e o mar!
O que te dá vida é a tua solidão que te destacou das restantes e dela fizeste a força que te torna enorme!
És única e perfeita, de ti vem a força
que me faz caminhar e sempre que a tristeza queima o meu olhar, vejo no mar o sol e no vale as nuvens que me fazem sonhar!
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