
Um dia no outro, que chama outro como conversas de café que se arrastam pela madrugada qual cerejas.
Assim vão os dias, as noites da humanidade, arrastando-se…arrastamos o dia... Um instante uma eternidade, um momento uma vontade, a verdade que não trás felicidade.
Criamos ideias ilusórias, ou não criamos. Só quem se define nos seus ideais encontra caminhos que lhe trazem felicidade, porque são trilhos que ele esculpiu na terra e marcou com suas suadas mãos.
O lavrador não descansa quando deita a semente na terra, começa aqui a sua canseira. Quando a semente cai na terra ele deixou de controlar o tempo. Terá de reger o seu tempo com a vontade prévia de criar vida naquele instante e, se quer ver o fruto dessa vontade, terá de lutar por ela.
Deixámos de ser lavradores, somos apenas compradores de vontades, de ideias. Vendemos a vontade por um punhado de reis no alforge.
Quão conveniente é a senhores vender suas vontades e ideias. Sorte a deles que guiam os cordeiros para as pastagens como para o matadouro. Ao cordeiro é indiferente. Confiamos nos pastores que nos guiam, em vez de sermos pastores de nossos caminhos.
Quero vontade, ideias, criação, acção, determinação no caminho que sigo e vejo ou espelho só um cordeiro.
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